segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Eu sou o Pão da Vida" - Tema da reflexão do Papa, no Angelus

2015-08-02 
Rádio Vaticana

Neste domingo, o Papa apareceu, como habitualmente, ao meio dia, à janela do Palácio Apostólico que dá para a Praça de São Pedro, para rezar juntamente com os numerosos fiéis ali reunidos a oração do Angelus.
Antes porém  Francisco fez uma breve reflexão sobre o Evangelho da missa deste domingo, décimo-oitavo do tempo comum.
Recordou que depois da multiplicação dos pães – conforme conta o Evangelista João - as pessoas puseram-se à procura de Jesus e  acabaram por encontra-Lo em Cafarnaum.  Jesus compreendeu logo o motivo de tanto entusiasmo da pare do povo e declarou-o  claramente:
“Vocês estão à minha procura não porque vistes sinais, mas porque comestes daqueles pães e vos saciastes”.
Na realidade – disse o Papa – aquelas pessoas procuram o pão material que no dia precedente tinha aplacado a sua fome. Não compreenderam que aquele pão partido para muitos, era expressão do amor do próprio Jesus. Deram mais valor ao pão do que ao seu doador.
Perante esta cegueira espiritual – prosseguiu o Papa – Jesus põe em evidencia a necessidade de ir para além da satisfação das necessidades imediatas, das próprias necessidades materiais, embora sejam essenciais.  O Filho de Deus convida a ir para além das necessidades imediatas, do comer, do vestir, do sucesso, da carreira, para se olhar para algo de incorruptível, e exorta:
“Empenhai-vos não para a alimentação que não dura, mas para a alimentação que permanece para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará”.
Jesus quer fazer compreender, como estas palavras – frisou o Papa – que a fome física da pessoa humana, traz consigo algo de mais importante, que não pode ser saciado com a comida ordinária.
“Trata-se de fome de vida, de eternidade que Ele só pode saciar, na medida em que é “o pão da vida”.
O Papa chama também a atenção para o facto de Jesus não eliminar a preocupação da procura do pão quotidiano, mas recorda simplesmente que “o verdadeiro significado da nossa existência terrena está na eternidade, e que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser vista num horizonte de eternidade, isto é, naquele horizonte do encontro definitivo com Ele. E esse encontro ilumina todos os dias da nossa vida. Se nós pensarmos nesse encontro, nesse grande dom, os pequenos dons da vida, mesmo os sofrimentos e as preocupações serão iluminados, na esperança  deste encontro”.
Jesus é pão vivo descido dos Céus, apresenta-se a nós como único e verdadeiro significado da existência humana – frisou ainda o Papa, acrescentando que é o próprio Jesus a explicar o significado da existência do ser humano:
“Eu sou o pão da vida, quem vive em mim não terá fome e que crê em mim não terá sede, nunca!”
O Papa indicou nisto uma referência à Eucaristia, o grande dom que sacia a alma e o corpo. “Encontrar e acolher em nós Jesus, ‘pão da vida’, dá significado e esperança ao caminho tortuoso da vida. Mas este “pão da vida” é-nos dado para que possamos, por nossa vez,  saciar a fome espiritual e material dos irmão, anunciado o Evangelho onde quer que seja, mesmo nas periferias existenciais. Com o testemunho das nossas atitudes fraternas e solidárias em relação ao próximo, tornamos presente Cristo e o seu amor por meio dos homens”
O Papa concluiu dizendo que temos muita necessidade de Deus na nossa existência quotidiana! Tanto nos dias de trabalho e de preocupações, como nos dias de férias. O Senhor convida-nos a não esquecer que, se por um lado é justo preocupar-se com o pão material, por outro, para consolidar as forças, é ainda mais necessário potenciar a nossa fé em Cristo, “pão da vida” que sacia o nosso desejo de verdade, de justiça e de consolação.
E o Papa pediu à Virgem Maria para nos apoiar na procura e na sequela do seu Filho Jesus, o “pão verdadeiro” que não se corrompe e dura pela vida eterna.
Depois do Angelus o Papa saudou os peregrinos vindos de várias partes do mundo, de modo particular alguns jovens espanhóis e italianos, e uma peregrinação vinda a cavalo de Florença. É a arce-confraternidade denominada “Parte Guelfa”.
Por último, o Papa recordou que este domingo a Igreja recorda o Perdão de Assis. É um chamamento  - disse – a aproximarmo-nos do senhor no Sacramento da misericórdia e da comunhão. Há gente que tem medo de aproximar-se da confissão, esquecendo que lá não encontramos um juiz severo, mas o Pai imensamente misericordioso. É verdade quando vamos ao confessionário sentimos um pouco de vergonha. Isto sucede a todos, a todos nós – sublinhou o Papa. Mas devemos recordar que também esta vergonha é uma graça que nos prepara ao abraço do Pai que sempre perdoa, sempre perdoa tudo” – concluiu o Papa desejando a todos bom domingo, bom almoço e pedindo o favor de não nos esquecermos de rezar por ele. 
(DA) 
(from Vatican Radio)

O PERIGO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

Vários Bispos do Brasil estão se manifestando fortemente na Internet contra o absurdo plano do governo federal de aprovar a introdução da famigerada “Identidade de Gênero” na educação das crianças brasileiras. O governo não conseguiu aprovar esta medida absurda no Plano Nacional de Educação, e agora empurrou- a para os municípios aprovarem pelas Câmaras de Vereadores.
A Proposta de Lei de Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, pretende incluir a “ideologia de gênero” nas escolas e a possibilidade de ensinar as crianças, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher, um absurdo diante da natureza.
“A ideologia de gênero, ensina a liberdade de cada um construir a própria identidade sexual; algo que destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”.
Recentemente, Papa Francisco nos alertou quanto a esse perigo, dizendo que: “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus; é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família”. E lamentou “a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa”. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
O ponto mais preocupante da Proposta é a estratégia de número 12.6, que defende o seguinte: “Garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.
Leia também: Reflexões sobre a “ideologia de gênero”
Existem organizações nacionais e internacionais, como a ONU e outras, que querem destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família é exatamente a “ideologia de gênero”. Ela ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
A Identidade de Gênero, dizem os bispos, é uma forma da criatura subverter o plano do Criador, a partir de nossas escolas, repetindo o episódio bíblico da torre de Babel no qual os homens querem desafiar a Deus colocando-se no seu lugar (cf. Gn 11,1-9).
Se não há homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade divina. Assim, o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir.
A aprovação “ideologia de gênero” e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, obriga que nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso. Na Alemanha, e em outros países, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.
Assista também: Você já ouviu falar em Ideologia de gênero?
Por esta e outras razões, os católicos, sobretudo os vereadores, tem a obrigação moral, diante de Deus, de nossas crianças e da Nação, de não apoiar a aprovação desta lei desumana, anticristã e ofensiva ao Criador, pelas Câmaras de Vereadores dos municípios. Não permitamos que a ordem natural seja subvertida por meio de conteúdos antinaturais ministrados em nossas escolas.
Todo cidadão brasileiro, que respeita Deus e o homem, deve entrar neste combate à ideologia de gênero de teor “diabólico”, como tem declarado o Papa Francisco.
Alguns dos Bispos que já se manifestaram pela Internet:
Dom Philip Dickmans – Presidente do Regional Norte 3 da CNBB e Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins
Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas
Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional
Dom Giovane Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis
Dom Rodolfo Luiz Weber – Bispo da Prelazia de Cristalândia
Dom Antonio Keller – Bispo de Frederico Westfalia
Dom Pedro Carlos Cipollini – Bispo de Amparo
Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte: Cleófas

COMO A ESCOLA PODE ME AJUDAR A EDUCAR MEUS FILHOS?

Ao final da licença maternidade ou em qualquer outra época, conforme a decisão da família, a hora de escolher a escola dos filhos chega para todo mundo. Seja para o berçário, creche ou escola regular, nos deparamos com muitas dúvidas. Para amenizar esse processo, separei alguns itens que os pais devem observar ao escolher uma instituição:
1. Localização: pode parecer um item bobo, mas te garanto que no dia a dia, a localização da escola de seu filho pode te trazer alegrias ou transtornos inimagináveis. Se você trabalha fora e longe de casa, considere procurar uma escola nas proximidades do seu trabalho, pois te possibilitará estar junto à criança por um tempo a mais (mesmo que dentro do carro) além, de facilitar seu socorro em casos de febres repentinas. Agora, se você trabalha por perto, procure escolas próximas de sua casa e que estejam localizadas em ruas de boa circulação do trânsito, com facilidade para estacionar ou que tenham pista park, acredite, faz diferença!
2. Segurança: a segurança é um ponto a se considerar, sem dúvida! O fluxo de carros e pessoas que circundam as escolas é bem grande – logo, alvo para delitos. Além de seguranças na porta da escola, é interessante questionar a escola quanto as normas de retirada de alunos, como a escola procede e o que exige da pessoa que vem buscar a criança na ausência dos pais. Se não houver um procedimento coerente, descarte essa possibilidade e não coloque em risco a segurança do seu filho.
3. Pesquisa sobre o estabelecimento: Antes de fazer a visita ao estabelecimento, faça uma pesquisa na internet, se há reclamações, o que diz o site da escola e o tipo de propaganda que vincula. Uma vez, vi uma propaganda de uma escola que dizia – “trabalhamos com quantidade, por isso nosso preço é acessível” – a frase se referia ao preço das mensalidades e número de alunos, um verdadeiro absurdo, a propaganda já dizia que as salas eram lotadas e que não havia preocupação com o desenvolvimento pedagógico. Descartei na hora! E não esqueça de entrevistar pessoas que já possuem filhos na escola de interesse, você terá os melhores feedbacks.
4. Proposta pedagógica: mesmo não sendo professores, os pais devem pedir para que a escola fale sobre a proposta pedagógica. Na conversa, perceba coerências sobre o que está sendo dito e sobre o que foi ou será apresentado. Analise se a proposta condiz com sua vida familiar, você pode estar visitando uma escola com filosofia antroposófica, mas o que você quer mesmo é uma escola voltada para vestibulares. É muito importante para seu filho que você goste e confie na escola e que ela tenha os mesmos princípios que a sua família.
5. Espaço físico: ao visitar escolas, o que mais encanta ou desencanta os pais é o espaço físico. Devo dizer que conheço excelentes escolas que não possuem pisos de mármore ou ar condicionado nas salas. Mais que ambientes perfeitos, é necessário saber como os ambientes são utilizados e com qual frequência. Recentemente, conheci uma escola com uma biblioteca excepcional, porém, o trabalho realizado nela era medíocre. Espaços bonitos ou feios, é essencial que sejam seguros, bem arejados, bem iluminados (com boa incidência de luz natural) e principalmente limpos.
6. Cozinha ou similar: a cozinha e/ou lanchonete escolar são espaços pouco visitados pelos pais e que merecem atenção, principalmente se a criança faz suas refeições na escola. Observe a higiene do local, o armazenamento dos alimentos e utensílios. Pergunte sobre as compras que a escola faz e seus fornecedores. Observe o cardápio, se não indica que carnes sejam armazenadas às sexta-feira para serem servidas na segunda-feira, pois uma queda de energia no final de semana pode prejudicar a qualidade do alimento. Escolas que fornecem refeições devem apresentar cardápio assinado por nutricionista, alvará de funcionamento e coleta de amostras diárias de alimentos para análise, se necessário.
7. Quadro de professores: também pouco questionado pelos pais, mas de suma importância, é a situação dos professores da escola. Pergunte sobre o tempo médio de casa dos professores, graduações e quais os investimentos que a escola faz em formação deles. Se você encontrar um quadro de professores que muda constantemente, duas coisas podem estar acontecendo: baixo salário ou má gestão, sinais de alerta!
8. Comunicação: a comunicação entre escola e pais deve ser bem afinada. A agenda é o primeiro meio e seu uso é bem comum às escolas. Algumas instituições utilizam-se de e-mail marketing, área restrita para pais, torpedos e telefonemas. O recurso realmente é o de menos, o que importa é a qualidade da comunicação. Escola que liga para o serviço do pai para dizer que o filho não fez a lição na classe, não está cumprindo seu papel, ou você pai e mãe, liga para a escola para dizer que seu filho não escovou o dente antes de dormir?
9. Sistema avaliativo interno e externo: saber como a escola vai avaliar o desenvolvimento do seu filho é essencial para a interferência dos pais na vida dos filhos. Seja por relatório ou notas, o sistema avaliativo escolar reflete a qualidade dos serviços da escola e como seu filho está respondendo aos estímulos e conhecimentos a que está sendo exposto. Verificar os resultados de avaliações externas, como por exemplo, o ENEM, ajudam a qualificar os serviços da escola, embora não devam ser os únicos indicadores para se medir o sucesso ou fracasso de uma comunidade escolar.
Luciana Cairo
Fonte: Aleteia
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