sábado, 5 de julho de 2014

Ser x Ter


a) Para ler: Tiago 5, 1 - 6 e Atos 4, 32 - 37

b) Para conversar
1. 
Para ser feliz é preciso ser rico? Por quê?

2. Qual é o segredo da felicidade?

3. Cristo era rico no céu, mas nasceu pobre. O que isso nos ensina?

c) Para saber
Hoje em dia muitos pensam no dinheiro para serem felizes. Os meios de comunicação social, quem vivem do consumismo, espalham aos quatro cantos e por todos os modos que ter dinheiro é a coisa mais importante do mundo.

As pessoas deixam de lado o ser, ou seja, suas realizações mais íntimas e profundas, suas vocações, a alegria de viver, o serviço ao próximo, uma vida mais tranqüila, sem ambições exageradas (valores espirituais), para ter: ter dinheiro de sobra, ter carro do ano, ter aparelho de som sofisticado, ter isto, ter aquilo (valores materiais). E para isso deixam a Igreja, o lazer, a convivência, adoecem, ficam estressados etc.

O ser humano precisa de valores materiais e espirituais para viver. Isso, entretanto, deve ser bem equilibrado, para que vivamos felizes. Se buscarmos os valores materiais sem procurar ao menos na mesma (ou até maior) intensidade os valores espirituais, a nossa vida torna-se-á um verdadeiro inferno.

No trecho acima dos Atos dos Apóstolos, vemos como os primeiros cristãos partilhavam tudo o que tinham: "e não havia entre eles indigente algum". Nesse caso, o "ter" está a serviço do "ser". Os jovens de hoje acreditam que o ser é importante, mas chegaram à conclusão que para ser é preciso ter. Já não é mais a luta entre o ser e o ter, pois ambos se fundiram: "eu vou ter, para poder ser alguém na vida".

Sem valores humanos e espirituais, de nada adianta aos homens e mulheres terem muito dinheiro. Diz Jesus em Mt 16, 26: "o que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida?"
Jesus nos deu o exemplo. De rico, fez-se pobre, e morreu numa cruz. Se o dinheiro trouxesse a felicidade, talvez Jesus nascesse rico. Mas não traz. O segredo da felicidade é fazer a vontade de Deus, amá-lo e amar os irmãos. Se você fizer a vontade de Deus, amá-lo, partilhar seus bens e seus dons com o próximo, será uma pessoa cada vez mais feliz, pois Jesus prometeu a quem busca o Reino nada faltará (Mt 6, 33 - 34).

Eu diria que quanto mais uma pessoa deixa deixa o individualismo, procura estar a serviço da comunidade, da sociedade, das pessoas necessitadas (não só das pessoas pobres, mas também das doentes e carentes afetivamente), mais ela será feliz, mais alegre será a sua vida.

Diz Santa Tereza de Jesus: "Nada te perturbe, nada te espante. Quem com Deus anda, nada lhe falta. Só Deus basta".

d) Para viver

Procure equilibrar os valores materiais com os espirituais, ou seja, estude bastante, contente-se com poucos bens materiais, não fique pedindo a seus pais que comprem isso ou aquilo, seja generoso para com os outros, não seja uma pessoa "pão-dura", nem egoísta, e sobretudo ame a Deus, e você será uma pessoa feliz e alegre. O mundo e a vida sempre lhe sorrirão.

e) Para fazer

Faça uma lista do que você gostaria de ter e, ao lado, os nomes das coisas estritamente necessárias para você viver.

f) Para rezar
Salmo 34(33), em dois coros.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Castidade

Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado. 

A sexualidade como diz o Catecismo da Igreja Católica ´ « torna´se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher ».

É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio. Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si ´ por meio da virtude e, concretamente, da castidade ´ falta´lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.


 

A castidade como dom de si 

A castidade é a afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar´se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade. A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmónica a personalidade, fá´la amadurecer e enche´a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito de si mesmo e ao mesmo tempo torna capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que « vos chamou das trevas à sua luz admirável » (1 Ped 2, 9). 

O domínio de si 

« A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna´se infeliz ».2 Todas as pessoas sabem, até por experiência, que a castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e acções pecaminosas, como S. Paulo teve o cuidado de esclarecer e recordar (cf. Rom 1, 18; 6, 12´14; 1 Cor 6, 9´11; 2 Cor 7, 1; Gal 5, 16´23; Ef 4, 17´24; 5, 3´13; Col 3, 5´8; 1 Tess 4, 1´18; 1 Tim 1, 8´11; 4, 12). Por isso se requere uma capacidade e uma atitude de domínio de si que são sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar as ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza. 

Quando a família realiza uma obra de válido apoio educativo e encoraja o exercício de todas as virtudes, a educação para a castidade é facilitada e liberta de conflitos interiores, mesmo que em certos momentos os jovens possam observar situações de particular delicadeza. Para alguns, que se encontram em ambientes onde se ofende e se deprecia a castidade, viver de modo casto pode exigir uma luta dura, às vezes heroica. De qualquer maneira, com a graça de Cristo, que brota do seu amor esponsal pela Igreja, todos podem viver castamente mesmo que se encontrem em ambientes pouco favoráveis. 

O próprio facto de todos serem chamados à santidade, como recorda o Concílio Vaticano II, torna mais fácil de compreender que, tanto no celibato quanto no matrimónio, possam existir ´ e até, de facto acontecem a todos, de um modo ou de outro, por períodos mais breves ou de mais longa duração ´ situações em que são indispensáveis actos heroicos de virtude.3 Também a vida matrimonial implica, por isso, um caminho alegre e exigente de santidade. 

A castidade conjugal 

« As pessoas casadas são chamadas a viver a castidade conjugal; as outras praticam a castidade na continência ».Os pais sabem que o pressuposto mais válido para educar os filhos para o amor casto e para a santidade de vida consiste em viverem eles mesmos a castidade conjugal. Isto comporta que eles estejam conscientes de que no seu amor está presente o amor de Deus e, por isso, também a sua doação sexual deverá ser vivida no respeito de Deus e do Seu desígnio de amor, com fidelidade, honra e generosidade para com o cônjuge e para com a vida que pode surgir do seu gesto de amor. Só dessa maneira ela se pode tornar expressão de caridade; portanto, o cristão no matrimónio é chamado a viver essa doação dentro da própria relação pessoal com Deus, como expressão da sua fé e do seu amor para com Deus e assim com a fidelidade e a generosa fecundidade que caracterizam o amor divino.

Só assim ele responde ao amor de Deus e cumpre a sua vontade, que os mandamentos nos ajudam a conhecer. Não há um amor legítimo que não seja, no seu mais alto nível, também amor de Deus. 

Amar o Senhor implica responder positivamente aos seus mandamentos: « Se me amardes, observareis os meus mandamentos » (Jo 14, 15).7

Para viver a castidade o homem e a mulher têm necessidade da contínua iluminação do Espírito Santo. « No centro da espiritualidade conjugal está... a castidade, não só como virtude moral (formada pelo amor), mas igualmente como virtude ligada aos dons do Espírito Santo ´ antes de mais ao dom do respeito por aquilo que vem de Deus (donum pietatis)... Assim, pois, a ordem interior da convivência conjugal, que consente que as ´manifestações afetivas´ se desenvolvam segundo a sua justa proporção e significado, é fruto não só da virtude na qual os cônjuges se exercitam, mas também dos dons do Espírito Santo com que colaboram ».8 Por um lado, os pais, persuadidos de que a sua própria vida de castidade e o esforço de testemunharem no dia´a´dia a santidade constituem o pressuposto e a condição para a sua obra educativa, devem ainda considerar qualquer ataque à virtude e à castidade dos seus filhos como uma ofensa à própria vida de fé e uma ameaça de empobrecimento para a sua comunhão de vida e de graça (cf. Ef 6, 12).

A educação para a castidade 

A educação dos filhos para a castidade pretende atingir três objetivos: 

a) conservar na família um clima positivo de amor, de virtude e de respeito pelos dons de Deus, em particular pelo dom da vida;9 b) ajudar gradualmente os filhos a compreender o valor da sexualidade e da castidade apoiando o seu crescimento com o esclarecimento, o exemplo e a oração; c) ajudá´los a compreender e a descobrir a própria vocação ao matrimónio ou à virgindade consagrada pelo Reino dos céus em harmonia e no respeito pelas suas atitudes, inclinações e dons do Espírito. 

Esta tarefa pode ser coadjuvada por outros educadores, mas não pode ser substituída se não por graves razões de incapacidade física ou moral. Sobre este ponto, o Magistério da Igreja exprimiu´se claramente,10 em relação a todo o processo educativo dos filhos: « Esta tarefa educacional (dos pais) reveste´se de tanta importância que, onde quer que falhe, dificilmente poderá ser suprida. É assim dever dos pais criar um ambiente tal de família, animado pelo amor, pela dedicação a Deus e aos homens, que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é pois a primeira escola de virtudes sociais de que precisam todas as sociedades ». A educação, de facto, compete aos pais enquanto a obra educadora é continuação da geração e é prolongamento da sua humanidade pela qual se empenharam solenemente no próprio momento da celebração do seu matrimónio. « Os pais são os primeiros e principais educadores dos próprios filhos e têm também neste campo uma competência fundamental: são educadores porque pais. 

Eles partilham a sua missão educadora com outras pessoas e instituições, tais como a Igreja e o Estado; todavia, isto deve verificar´se sempre na correcta aplicação do princípio da subsidiariedade. Este implica a legitimidade e mesmo o ónus de oferecer uma ajuda aos pais, mas encontra no direito prevalecente deles e nas suas efectivas possibilidades o seu limite intrínseco e intransponível. O princípio da subsidiariedade põe´se, assim, ao serviço do amor dos pais, indo ao encontro do bem do núcleo familiar. Na verdade, os pais não são capazes de satisfazer por si sós a todas as exigências do processo educativo inteiro, especialmente no que toca à instrução e ao amplo sector da sociabilização. A subsidiariedade completa assim o amor paterno e materno, confirmando o seu carácter fundamental, porque qualquer outro participante no processo educativo não pode operar senão em nome dos pais, com o seu consenso e, em certa medida, até mesmo por seu encargo ».

Em particular, a proposta educativa sobre o tema da sexualidade e do amor verdadeiro, aberto ao dom de si, deve confrontar´se hoje com uma cultura que está orientada para o positivismo, como recorda o Santo Padre na Carta às Famílias: « O desenvolvimento da civilização contemporânea está ligado a um progresso científico´tecnológico que se actua de modo frequentemente unilateral, apresentando por conseguinte características puramente positivistas. O positivismo, como se sabe, tem como seus frutos o agnosticismo no campo teórico e o utilitarismo no campo prático e ético... O utilitarismo é uma civilização da produção e do desfrutamento, uma civilização das ´coisas´ e não das ´pessoas´; uma civilização onde as pessoas se usam como se usam as coisas... Para convencer´se disto, basta examinar ´ precisa ainda o Santo Padre ´ certos programas de educação sexual, introduzidos nas escolas, não obstante o frequente parecer contrário e até os protestos de muitos pais ».

Em tal contexto é necessário que os pais, tirando proveito do ensinamento da Igreja, e com o seu apoio, revindiquem a si esta tarefa e, associando´se onde for necessário ou conveniente, desenvolvam uma acção educativa marcada pelos verdadeiros valores da pessoa e do amor cristão tomando uma posição clara que supere o utilitarismo ético. Para que a educação corresponda aos objectivos exigentes do verdadeiro amor, os pais devem exercê´a na sua responsabilidade autónoma. 

Também em relação à preparação para o matrimónio, o ensinamento da Igreja recorda que a família deve continuar a ser a protagonista principal em tal obra educativa.

Certamente « as mudanças verificadas no seio de quase todas as sociedades modernas exigem que não só a família, mas também a sociedade e a Igreja se empenhem no esforço de preparar adequadamente os jovens para as responsabilidades do seu futuro » É mesmo por isto que adquire ainda mais relevo a tarefa educativa da família desde os primeiros anos: « A preparação remota tem início desde a infância, naquela sábia pedagogia familiar, orientada a conduzir as crianças a descobrir´se a si mesmas como seres dotados de uma rica e complexa psicologia e de uma personalidade particular com as forças e fragilidades próprias.

Aqui esta um livro sobre a castidade.Tratado da Castidade - Santo Afonso Maria de Ligório


Este é o link para baixar o livro.

http://bibliotecasaomiguel.files.wordpress.com/2009/08/tratado_da_castidade_-_sto-afonso_maria_de_lig_rio.pdf


Sexo fora do casamento

Há, felizmente, hoje mais de 600 sites católicos na Internet e grande é a oportunidade para se responder a inúmeras questões sobre a Religião, Filosofia, História. Por outro lado, se percebe um profundo desconhecimento da Bíblia Sagrada, pois algumas questões, se o Livro Santo fosse lido, relido, estudado, não seriam colocadas... 

Uma delas é onde está na Bíblia que não se pode usar o sexo fora do casamento. Esquece´se que os Mandamentos dados pelo próprio Deus a Moisés são a vereda da libertação. Entre eles estão o Sexto e o Nono Mandamentos: ´Não pecar contra a castidade´ e ´Não desejar a mulher do próximo´ (cf. Ex 20,2´17; Deut 5,6´21). Jesus em inúmeras passagens de sua pregação urgiu o cumprimento destes preceitos. É só ler com atenção o Evangelho. Isto foi muito bem entendido, tanto que diz São Paulo: ´Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (lCor 6,9; Rom 1l,24´27). Condena o Apóstolo a prostituição (1Cor 6,13ss, 10,8; 2Cor 12,21); Col 3,5). 

É preciso, de fato, sempre evitar os desvarios da carne. O corpo do cristão, criado pelo Ser Supremo e informado por uma alma espiritual, é santificado, consagrado ao Senhor pelos sacramentos, sobretudo, pelo Batismo, Confirmação e Sagrada Comunhão. O batizado é membro do Corpo místico de Cristo. O corpo é o santuário de Deus, que habita nele pela graça batismal. Cumpre então ao discípulo de Jesus conservar o seu corpo em pureza e santidade. O corpo humano é, realmente, uma das obras mais extraordinárias de Deus. Nele tudo é bom e valíoso. Nele não exíste nada que seja desprezível ou pecaminoso. Além de todas as maravilhas que encantam os cientistas este corpo é, de fato, o Templo do Espírito Santo (1Cor 3,16s; 2Cor 6,16). 

Cristo foi claro: ´Se alguém me ama, meu Pai o amará. Viremos a ele e faremos nele nossa morada´ (Jo 14,23). Ora, guardar castidade signifíca: fazer um reto uso das faculdades sexuaís que Deus colocou no nosso corpo. A castidade é uma atitude correta diante do sexo, ou seja, conservar e usar as forças do sexo dentro do plano de Deus. Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que homem deixaria o pai e a mãe e se uniria a sua mulher, formando uma só carne (Gên. 2,24). Ele havia dito: ´Não é bom que o homem esteja só, far´lhe´ei uma auxiliar igual a ele (Gên. 2,18). O Criador abençoou Noé e seus filhos e lhes ordenou: ´Sede fecundos, multiplicai, enchei a terra´(Gên. 9,1). O sexo está destínado, portanto, à uníão e ao crescimento no amor, possibilitando a críação de uma nova vida humana. 

Na visão crístã não é, como hoje muìtos querem fazer crer, algo que se possa usar fora dos planos divinos. Ele foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32). Jesus proclamou: ´Bem´aventurados os puros, porque eles verão a Deus´. Muitos, felizmente, são os jovens que imbuídos do Espírito Santo se conservam puros até o dia do casamento, apesar de toda esta onda de erotismo que envolve, infelizmente, o mundo de hoje.

C ôn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Namorar ou "ficar"?


Quem ama de verdade quer compromisso. Para isso existe o namoro. 

Tempo de conhecimento, identificação de idéais e troca de afetos para, depois, assumir, com a pessoa amada, um sacramento para toda vida. 

Ultimamente, temos presenciado uma liberalidade e relativização de muitos conceitos de moral e ética que deturparam a mentalidade, principalmente, dos jovens na área afetiva e sexual. Os namoros são desregrados e sem o sentido do amor verdadeiro. Tudo é válido pela busca do próprio prazer. 

Surgiu então o "Ficar"! Comportamento de quem namora sem assumir a essência de um relacionamento: o compromisso. 

Por que, então, não se deixar levar por essa onda? 

Primeiramente, essa prática é contrária aos princípios cristãos e ao sentido pleno da existência humana. Fomos criados para amar e não para viver o egoísmo. 

As pessoas aprendem a qualificar as outras por padrões pré-fixados, seja pela mídia, modismos ou por status; beleza física, condição social, influência que a pessoa possui, etc. Isso os faz parar nas primeiras impressões a respeito dos outros. Não existe a amizade, só o interesse de um tempo que o faz olhar somente para o exterior dos outros, como se fossem um produto. Deixa de existir a oportunidade de um casal aprender a se amar pelas diferenças, pelos erros e pela capacidade de perdão. Também não há espaço para mostrar machucaduras e defeitos, pois o que conta é o que o outro aparenta de melhor. 

Outro ponto é quando os padrões saem da concepção própria e são influenciados pela opinião dos amigos. Um exemplo, é deixar de estar com alguém que se está aprendendo a amar pela não aceitação do seu circulo de amizades. Ou então, querer "ficar" com alguém popular e o maior número de parceiros (as) para causar boa impressão no grupo. Isso também não é positivo. 

Há também a dimensão do orgulho e da vaidade. Os dons e qualidades de um ser humano são colocados à disposição da sensualidade e da sedução. 

Na Palavra de Deus, podemos também encontrar argumentos contrários à prática do "ficar";. O Livro da Sabedoria, no capítulo 1, versículo 16, começa a narrar o pensamento do ímpio e se estende até o capitulo 2, onde, no versículo 6, diz assim: "Agora, portanto, gozemos dos bens presentes e aproveitemos das criaturas com ânsia juvenil". 

Quem tem o anseio de santidade e de um dia constituir uma família, não pode pensar e agir como os ímpios. "Ficar" é moldar-se a não assumir compromissos. 

Se você pretende viver a sua dimensão afetiva da melhor forma possível, ou melhor, se você quer colocar intensidade na natureza do seu coração, não tenha iniciativas de olhar o outro como um mar que deságua rios de egoísmo, e sim, viver tudo o que o amor tem a oferecer. 

Amar é simples no ser, mas requintado no servir, porque é para alguém que faz parte da sua existência. Namore, conheça, encare a outra pessoa como um mistério a ser desvendado, aprofunde a amizade, seja parte da vida dela, em pouco tempo você estará participando da sua confiança. Tenha sentimentos puros, acredite na pessoa, ajude-a a se descobrir nas mais belas aventuras dentro dela mesma, viaje por caminhos do seu interior, no qual sempre estiveram abertas as estradas, mas das quais nunca foram contempladas as belezas. Direcione sua afetividade, a capacidade de amar que há em você, para onde vale realmente a pena investir. 

Seja curado por seu relacionamento e não destruído por ele! Não aceite ser vítima de si mesmo, por não corresponder a toda força do amor que existe em você. Não seja um refém da imposição que este mundo nos submete, ensinando o que é errado como se fosse uma virtude. 

Um grande abraço! 

Sandro Ap. Arquejada - Missionário Canção Nova/SP

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Protegendo a Família do Inimigo Interno

PS-Kroyer
Muitos pais se dão por satisfeitos se alcançam êxito em proteger seus filhos das péssimas influências externas. Só que eles também precisam considerar as más-influências e distrações que aparecem dentro do seio familiar. Os pais deveriam dedicar uma grande atenção ao desenvolvimento de relações amistosas; numa atmosfera de carinho intenso.
A vida moderna tende a conspirar contra essas relações. Com muita frequência, as famílias vivem nas mesmas casas, mas não se comunicam. Os membros da família trazem, para dentro do lar, o ritmo frenético, a agitação e as agendas ocupadas que orientam suas vidas fora de casa.
Evan_Davis_at_the_Royal_Wedding_Apr_2011-233x300“Frequentemente, na fragmentação da família”, escreve o Dr. Peter Whybrow, “os membros voltam-se para seus próprios interesses – jogar videogames, assistir televisão, escrever e-mails, trabalhar no computador, falar ao telefone – de modo que a casa não seja mais um lar, mas uma estação para outro mundo” (Peter C. Whybrow, American Mania: When More is Not Enough, W. W. Norton, Nova York, 2005, p. 242).¹
Perdidas são as refeições que deveriam ser partilhadas. Atividades familiares espontâneas como conversar, cantar e se distrair são substituídas por ocupações sem qualquer interação. Enquanto tudo isso ocorre, muitos pais vivem a ilusão de que essas falhas podem ser compensadas se eles tiverem um “tempo de qualidade” com as crianças. Tais intervalos, frequentemente, não possuem nem qualidade nem tempo, visto que todos estão comprometidos com suas próprias rotinas estafantes.
Qualquer retorno à ordem deve se basear no retorno à vida familiar. Deve-se incluir a presença física do pai, da mãe e dos membros da família – já considerando isso um grande feito; nesses tempos de divórcio e guarda compartilhada. Entretanto, deve-se instituir, especialmente, aquela interação natural e espontânea que une os membros da família na alegria e na tristeza, e que faz da família uma unidade social insubstituível para a sobrevivência da sociedade.
¹ Título do livro: “Mania Americana: Quando Mais Não é o Bastante”, em tradução livre.

Nossa Senhora tem devotos na Seleção Brasileira

Ao final do emocionante jogo entre Brasil e Chile, vencido por  3 x 2 na cobrança dos pênaltis pela seleção brasileira, a televisão mostrou por alguns segundos os jogadores mostrando uma pequena dezena do Santo Terço.

Terço foi colocado dentro do gol na cobrança dos pênaltis.
Terço foi colocado dentro do gol na cobrança dos pênaltis.
O cantor católico Eros Biondini revelou em seu perfil no Facebook que o objeto de devoção foi dado por um membro da Missão Mundo Novo, de Belo Horizonte, ao goleiro Victor durante a Copa Libertadores da América.  Na cobrança dos pênaltis de hoje, o goleiro  Júlio Cesar colocou o terço dentro do gol. “ Bonito ver essa cena!”, disse Eros, seguido da hastag #MariaPassaNaFrente
Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook
Quem também é devoto da Virgem Maria é o treinador da seleção Luiz Felipe Scolari. Felipão tem predileção por Nossa Senhora de Caravaggio. Por diversas vezes  o treinador falou da importância da fé para os jogadores. 
Na reportagem exibida nas vésperas do jogo  de hoje  no Jornal Nacional (TV Globo) foi mostrado o treinador visitando a gruta de Nossa Senhora na Granja Comary, local onde a Seleção brasileira fica concentrada.
felipão reproducao tv globo
Felipão reza em silêncio diante de Nossa Senhora. Imagem: reprodução/TV Globo
Felipão no Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio. (Foto: Jonas Ramos/ Agência RBS). Origem> Site Lance Net.
Felipão no Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio. (Foto: Jonas Ramos/ Agência RBS). Origem> Site Lance Net.

domingo, 29 de junho de 2014

As fontes do divórcio



VISÃO PANORÂMICA DO OCIDENTE

Um dos mais eruditos professores da Universidade de Harvard e dos mais respeitados sociólogos da atual América do Norte, Carle Zimmermann, apesar de se não dizer católico, como Nelson Carneiro, e de não pedir, como faz este deputado em sua campanha divorcista, nem 'as orações dos fiéis' nem 'a benção de Deus'; aquele sociólogo, no livro intitulado 'Family and Civilization', faz uma interessante história do conceito de Família, no Ocidente, e dos fatos que determinaram a degradação desse conceito. Estudo tão imparcial e objetivo, que os leitores também objetivos e imparciais hão de aplicar o processo que explicamos no Prefácio: a indução incompleta. Se verificamos que o divórcio, nos outros países, é fruto de decadência moral, temos o direito de concluir que, em nosso país, não seria fruto de coisa melhor.

SÉCULOS XII – XIV

CONCEITO DE FAMÍLIA – Sacramento, união santificada pela graça. Esposo e esposa, pais e filhos unidos inquebrantavelmente. Homem e mulher unidos por toda a vida. O casamento começa com o noivado ('Sponsalia')

PRINCIPAIS FONTES DESSE CONCEITO – Autoridades eclesiásticas, autoridades do Direito Canônico e quase total ausência de crítica da doutrina sobre família. Nenhuma lei civil sobre o casamento.

SÉCULOS XV – XVI

CONCEITO DE FAMÍLIA – A família considerada como união feita pelo homem, não mais como Sacramento, nem como especificamente criada por uma autoridade divina. E à semelhança de todas as coisas feitas pelo homem, o casamento podia ser dissolvido, sob condições extremas. 'Sponsalia' (noivado) como começo de casamento, já começando a ser discutido.

PRINCIPAIS FONTES DESSA QUEDA DE CONCEITO – Lutero, Calvino, escritores protestantes, humanistas, certos professores de Direito Canônico e uma minoria no Concílio de Trento, sendo esse criticismo mais ativo em leis de velhos estados bárbaros.

SÉCULO XVII

CONCEITO DE FAMÍLIA – Assunto de Família ainda sagrado, mas excluindo-se o Sacramento. As igrejas separadas querendo regulamentar a Família, quase como a Igreja Católica... Os atos religiosos tendem a tornar-se também um ato civil... O registro de casamento começa em ambos os foros: religioso e civil.
PRINCIPAIS FONTES DESSA QUEDA DE CONCEITO – Juristas alemães e norte-europeus. O período da revolução de Cromwell, na Inglaterra. Em França, a legislação de Blois e outras leis uniram a jurisdição civil e religiosa da Família. Nas colônias americanas, exigindo o casamento civil, mas qualquer infração contra ele é punida severamente.

SÉCULO XVIII

CONCEITO DE FAMÍLIA – A Família é apenas um contrato público. O clero presente como convidado, e não como autoridade... Enfraquece a concepção de Família. A Revolução Francesa, marco na história do divórcio, ao passo que a revolução inglesa, no século anterior, não o admitiu. Começo da concepção de Família como exclusivamente um contrato civil. Aceitação geral de uma ideia legislativa de divórcio. Divórcio absoluto em círculos não católicos. Os elementos de Família enfraquecendo-se em seu controle de doutrina sobre Família.

PRINCIPAIS FONTES DESSA QUEDA DE CONCEITO – Margaret de Loraine, Montaigne, Rousseau, começo do movimento feminista contra a Família. 'Les philosophes du XVIII siécle ont secularisé la conception du mariage'... Os mais conhecidos filósofos da Alemanha e Inglaterra. As Famílias coloniais americanas voltam-se para o casamento religioso, mas praticando a limitação da Família. Assim, a futura população, nesse país, aumenta com a enchente de imigrantes, a começar pelos escoceses, irlandeses e alemães do Palatinado.

SÉCULO XIX

CONCEITO DE FAMÍLIA – O mais fraco possível. A ideia leiga e absoluta do divórcio espalha-se em todos os lugares, com o código napoleônico e a revolução industrial. As leis americanas fazem da Família um contrato privado. Divórcio para todos ('Omnibus Divorce'). A concepção 'Fame sole' liberta as pessoas da dominação de Família, disso resultando as leis de Husband e reações como a Galicana, no séc. XVIII. Tudo passa de Status para contrato. Idade não de Familismo, porém de individualismo dourado. Os elementos individualistas ganham o controle da doutrina de Família. O controle público da Família é seriamente deturpado.

PRINCIPAIS FONTES DESSA QUEDA DE CONCEITO – As leis dos países europeus. A lei americana de Família. Irrupção do conceito anti-familiar de Carlos Marx. A teoria evolucionista de aniquilamento da Família ganha aceitação dominante. Começo do receio de superpopulação. Aceitação geral do casamento sem filhos e poligamia sucessiva, com nos últimos dias de Roma e da Grécia.

SÉCULO XX

CONCEITO DE FAMÍLIA –
 Contrato privado de fato. A revolução russa quebra os laços da Família européia oriental. Medo da dispopulação e das guerras. Estados ditatorias forcejam contra o familismo (Alemanha, Rússia e Itália). Outros tentam comprá-lo por abono de Família (França, Inglaterra, América e Suécia). Geral colapso dos valores da Família. Alguns literatos têm receio das próprias doutrinas anti-familistas. Eminentes lógicos e matemáticos escrevem contra o casamento e a Família. Concubinato e formas secundárias de casamento, propostos por homens públicos. Pelo receio de uma controvérsia moral, a dignidade do casamento é prostituída na imprensa, no rádio e nas altas rodas. Os grupos individualistas e estadistas controlam a doutrina sobre a Família. Esforços por reviver o controle público do Familismo.

PRINCIPAIS FONTES DESSA QUEDA DE CONCEITO – REAÇÕES. – Leis e propagandas em vários países. A Rússia abandona as suas experiências. Os nazistas e fascistas fazem relacionar-se Familismo e cidadania. A Lei americana de Família enche seis volumes e, na maior parte, não satisfaz, segundo a opinião dos legisladores. Renasce o medo da subpopulação. Acelera-se violentamente a rotura da Família, depois da Segunda Guerra Mundial, o que prova um contramovimento. Polarização dos valores da Família, tanto quanto no tempo de S. Basílio. Jornais "conservadores" atacam o Familismo como sem valia e prejudicial. Pais presos por crimes de juventude. Os ricos defendem o casamento como contrato privado.

CONCLUSÃO

De tudo isso rebenta uma conclusão necessária: O divórcio não é fruto da civilização, mas da decadência. Não é fruto da virtude, mas do mal. E quando o deputado Nelson Carneiro, suplicar 'as orações dos fiéis e a bênção de Deus' para o seu Projeto de divórcio, saibamos dizer-lhe que os católicos só podem rezar pelo que é bom, e que Deus não manda bênção, e sim maldição para o que é mau.

Sirva-nos de exemplo a civilização de outros países, tão demagogicamente evocada pelo mesmo deputado. Esses países adotaram a lei do divórcio, é verdade, mas para ruína da Família e da própria civilização. Exatamente o que diz o sociólogo americano: 'Como nos últimos dias de Roma e da Grécia'...

Convém ainda lembrar que não somos nenhuma colônia de país europeu nem dos EUA, assistindo-nos, portanto, o direito de reagir com aquela altivez com que Ruy Barbosa reagiu, citando a 'um dos maiores luminares na jurisprudência e nos estudos sociais da Itália: Em matéria de autoridade quer-me parecer que alguma coisa vale também a do povo italiano, entre as dos outros, ao menos quanto ao que na Itália se tem de fazer'.

Mons. Francisco de Sales Brasil

O objetivo da familia

A família, definida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II como o santuário doméstico da Igreja e que é a « primeira célula vital da sociedade »,1 constitui um objeto privilegiado da atenção pastoral da Igreja. « Num momento histórico em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou de algum modo deformar, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre o matrimônio e sobre a família » .

Nestes últimos anos, a Igreja, através da palavra do Santo Padre e mediante uma vasta mobilização espiritual dos pastores e leigos, multiplicou a sua solicitude para ajudar todo o povo crente a encarar com gratidão e plenitude de fé os dons que Deus concede ao homem e à mulher unidos no sacramento do matrimônio, para que possam realizar um caminho autêntico de santidade e oferecer um verdadeiro testemunho evangélico nas situações concretas em que vivam.

Os sacramentos da Eucaristia e da Penitência têm uma função fundamental no caminho para a santidade conjugal e familiar. O primeiro reforça a união com Cristo, fonte de graça e de vida, e o segundo reconstrói, caso tenha sido destruída, ou engrandece e aperfeiçoa a comunhão conjugal e familiar, ameaçada e rompida pelo pecado. Para ajudar os cônjuges a conhecer o percurso da sua santidade e realizar a sua missão, é fundamental a formação da sua consciência e a realização da vontade de Deus no âmbito específico da vida esponsal, e isto na sua vida de comunhão conjugal e de serviço à vida. A luz do Evangelho e a graça do sacramento representam o binômio indispensável para a elevação e a plenitude do amor conjugal que tem a sua fonte em Deus Criador. De fato, « o Senhor dignou-se sanar, aperfeiçoar e elevar este amor com um dom especial de graça e caridade ». 

Em relação ao acolhimento destas exigências do amor autêntico e do plano de Deus na vida quotidiana, o momento em que os cônjuges pedem e recebem o sacramento da Reconciliação representa um evento salvífico da máxima importância, uma ocasião de aprofundamento iluminante da fé e uma ajuda precisa para realizar o plano de Deus na própria vida. « O sacramento da Penitência ou Reconciliação aplana o caminho para cada um dos homens, mesmo quando sobrecarregados com graves culpas. Neste Sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, aquele amor que é mais forte do que o pecado ». 

Uma vez que a administração do sacramento de Reconciliação está confiada ao ministério dos sacerdotes, o presente documento é destinado, especificamente, aos confessores e tem o objetivo de oferecer algumas disposições práticas para a confissão e a absolvição dos fiéis em matéria de castidade conjugal. Mais concretamente, com este vademecum ad praxim confessariorum pretende-se também oferecer um ponto de referência para os penitentes casados a fim de que, da prática do sacramento de Reconciliação, possam tirar sempre grande proveito e viver a sua vocação à paternidade maternidade responsável em harmonia com a lei divina ensinada autorizadamente pela Igreja. Servirá também para ajudar aqueles que se preparam para o matrimônio. 

O problema da procriação responsável representa um ponto particularmente delicado no ensinamento da moral católica no âmbito conjugal, mas ainda mais, no âmbito da administração do sacramento de Reconciliação, no qual a doutrina se confronta com as situações concretas e com o caminho espiritual de cada um dos fiéis.

De fato, é necessário voltar a ter presente pontos firmes que permitam afrontar de modo pastoralmente adequado as novas modalidades de contracepção e o agravar-se de todo este fenômeno.6 Com o presente documento não se pretende repetir todo o ensinamento da Encíclica Humanae Vitae, da Exortação Apostólica Familiaris Consortio e de outras intervenções do Magistério ordinário do Sumo Pontífice, mas somente oferecer sugestões e orientações para o bem espiritual dos fiéis que se abeiram do sacramento de Reconciliação e para superar as eventuais divergências e incertezas na praxe dos confessores. 

A castidade conjugal na doutrina da Igreja A tradição cristã defendeu sempre a bondade da união conjugal e da família contra as numerosas heresias que surgiram nos inícios da Igreja. Desejado por Deus com a própria criação, reportado por Cristo à sua origem primitiva e elevado à dignidade de sacramento, o matrimônio é uma comunhão íntima de amor e de vida dos casados, intrinsecamente ordenada para o bem dos filhos que Deus queira confiar-lhes. Este vínculo natural, em vista do bem tanto dos cônjuges e filhos como da sociedade, já não depende do arbítrio da vontade humana.

A virtude da castidade conjugal « engloba a integridade da pessoa e a integralidade da doação »8 e nela, a sexualidade « torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher ». Esta virtude, enquanto se refere às relações íntimas dos esposos, requer que mantenham « num contexto de autêntico amor, o sentido da mútua doação e da procriação humana ».

Por isso, entre os princípios morais fundamentais da vida conjugal, é necessário recordar « a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador ». Neste século, os Sumos Pontífices emitiram diferentes documentos repropondo as principais verdades morais sobre a castidade conjugal. Entre esses documentos, merecem uma menção especial a Encíclica Casti Connubii (1930) de Pio XI, numerosos discursos de Pio XII,13 a Encíclica Humanae Vitae (1968) de Paulo VI, a Exortação Apostólica Familiaris Consortio15 (1981), a Carta às Famílias Gratissimam Sane16 (1994) e a Encíclica Evangelium Vitae (1995) de João Paulo II. Juntamente com estes, são sempre recordados a Constituição Pastoral Gaudium et Spes17 (1965) e o Catecismo da Igreja Católica (1992). 

Além disso, em conformidade com estes ensinamentos, são também importantes alguns escritos tanto de Conferências Episcopais como de pastores e de teólogos que desenvolveram e aprofundaram a matéria. É, igualmente, bom recordar o exemplo dado por numerosos cônjuges cujo empenho por viver cristãmente o amor humano é um contributo muito eficaz para a nova evangelização das famílias. 

Os bens do matrimônio e o dom de si por meio do sacramento do Matrimônio, os esposos recebem de Cristo Redentor o dom da graça que confirma e eleva a comunhão de amor fiel e fecundo. A santidade para a qual são chamados é, antes de tudo, graça dada. As pessoas chamadas a viver no matrimônio realizam a sua vocação ao amor19 na plena doação de si que a linguagem do corpo exprime adequadamente.20 Da mútua entrega dos esposos resulta, como fruto específico, o dom da vida aos filhos, que são sinal e coroamento do amor esponsal.21 Opondo-se diretamente à transmissão da vida, a contracepção atraiçoa e falsifica o amor oblativo próprio da união matrimonial: « altera o valor da doação total »22 e contradiz o plano de amor de Deus participado aos esposos.

sábado, 28 de junho de 2014

Casamento para sempre no século 21: é possível?

Para fazer seu casamento durar, é preciso cuidar dos detalhes e protegê-lo.

Esta é uma experiência comum: nós nos casamos com entusiasmo, expectativas, planos... Mas, depois de alguns meses ou anos, tudo isso se desvanece, desaparece e se transforma em cansaço, hostilidade e abandono.
 
O que acontece? Casar-se e formar uma família não deveria ser uma experiência maravilhosa?
 
Sem dúvida, o século 21 os trouxe uma infinidade de transformações em muitos âmbitos: tecnológico, social, cultural, de valores... O casamento e a família também foram afetados por estas mudanças.
 
Diante desta situação, nós nos perguntamos: em pleno século 21, é possível ter um casamento e uma família felizes, comprometidos, agentes de transformação? É possível ter uma família que seja uma célula social que projete valores e ofereça à sociedade seres humanos íntegros, capazes de transformar o mundo?
 
Definitivamente, a resposta é afirmativa: sim, neste século é possível dar o “sim” para sempre, um “sim” que supõe compromisso, entrega e amor. Um “sim” capaz de transformar o amor de duas pessoas em um projeto comum que transcenda, que transforme e ofereça vida valiosa.
 
casamento do século 21 exige um compromisso decidido e valente, no qual o amor inteligente seja o motor de um plano de vida de duas pessoas únicas e singulares que, com toda a sua consciência e vontade, decidem unir suas vidas para realizar o projeto mais importante da sua existência.
 
Este grande projeto poderia ser comparado com a realização de uma grande obra de arte que é confiada aos dois. Juntos, eles decidem se comprometer, trabalhar e entregar o melhor de cada um nesta grande tarefa.
 
Para isso, cada um teve de escolher livremente e com grande inteligência e discernimento esse grande “sócio”, essa pessoa na qual confia, da qual conhece as habilidades, a entrega, a sabedoria, os talentos e, sobretudo, a capacidade de amar. Só assim se pode fazer com excelência a obra de arte mais interessante e importante da vida.
 
Esta obra de arte chamada “casamento”, aberta à vida, para posteriormente se transformar em família, é criada por cada casal, utilizando os talentos, qualidades, valores e virtudes de cada um.
 
Mas, se querem uma grande obra, precisam cuidar de todos os detalhes, desde a sua preparação: cuidando da matéria-prima – a tela –, daquilo que possa estragá-la, sujá-la, quebrá-la, enfim, de tudo aquilo que impeça de se tornar uma grande obra.
 
Cada casal realizará isso imprimindo seu próprio “selo” de autenticidade, cuidado, privacidade.
 
O que dizer das cores da obra? Estas serão também decisão e reflexo de cada casal. Os esposos poderão escolher aquelas cores que manifestam harmonia, luz, detalhes, alegria, compromisso, amor; e evitar aquelas cores que refletem tristeza, abandono do compromisso, infidelidade, apatia, falta de respeito, em suma, falta de amor.
 
Você se sente capaz de fazer uma grande obra de arte ou de restaurar a que você já começou há alguns anos?
 
Se você tem inteligência, vontade, decisão, amor, um(a) sócio(a) excelente e grande fé no amor de Deus, pode ter certeza de que é capaz!
 
(Artigo de Cecilia Elizondo, publicado originalmente em 
Desde la Fe)


O desagravo ao Imaculado Coração de Maria



A devoção dos Cinco Primeiros Sábados, em desagravo às ofensas contra o Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria, com a comunhão reparadora, está intimamente ligada à devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Na Aparição em Fátima, no dia 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora pediu a reparação pelos pecados cometidos contra o seu Imaculado Coração. Em 10 de Dezembro de 1925, a Virgem Imaculada apareceu à Irmã Lúcia, em Pontevedra, na Espanha, e disse: "Olha, minha filha, o meu coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me e diz que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no Primeiro Sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a sagrada comunhão, rezarem um terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos 15 mistérios do Rosário com o fim de me desagravar".

A Virgem Maria apareceu a Irmã Lúcia e mostrou o seu Coração Imaculado rodeado de espinhos, que significam os nossos pecados. Nossa Senhora pediu que fizéssemos atos de reparação, de desagravo, para tirar esses espinhos de seu Coração, com a devoção reparadora dos Cinco Primeiros Sábados. Àqueles que viverem esta devoção, a Virgem Imaculada promete "todas as graças necessárias para a salvação". Nos dois anos seguintes, no dia 15 de Fevereiro de 1926 e no dia 17 de Dezembro de 1927, Jesus insiste com a Irmã para que se propague esta devoção. A respeito, Lúcia escreveu: "Da prática da devoção dos Primeiros Sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, depende a guerra ou a paz do mundo".

Em Maio de 1930, Padre José Bernardo Gonçalves (1894-1966) perguntou à Irmã Lúcia, de quem era confessor: "por que hão-de ser '5 sábados' e não 9 ou 7 em honra das dores de Nossa Senhora?"4 Estando na capela com Jesus na noite de 29 de Maio de 1930 (quinta-feira) – como era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque – Lúcia falou a Nosso Senhor sobre a pergunta do Sacerdote e foi-lhe revelado o seguinte: "Minha filha, o motivo é simples: são 5 as espécies de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração de Maria:

1ª. – As blasfêmias contra a Imaculada Conceição.

2ª. – Contra a Sua virgindade.

3ª. – Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4ª. – Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe.

5ª. – Os que A ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens".

Para nos beneficiar do privilégio dos Primeiros Sábados, segundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria revelado em Fátima, hás quatro condições:

1ª. A Confissão: para cada Primeiro Sábado, precisamos receber o Sacramento da Confissão, ou Penitência, com intenção reparadora. Podemos fazer a Confissão em qualquer dia, antes ou depois do Primeiro Sábado, desde que recebamos a Sagrada Comunhão em estado de graça. Se esquecermos de formar essa intenção reparadora, podemos formá-la na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tivermos para nos confessar.

"As outras três condições devem cumprir-se no próprio Primeiro Sábado, a não ser que algum sacerdote, por justos motivos, conceda que se possam fazer no domingo a seguir"6.

2ª. A Comunhão Reparadora.

3ª. O Terço.

4ª. A meditação, durante 15 minutos, de um só mistério, de vários ou de todos os mistérios do Rosário da Virgem Maria. Também vale a meditação ou explicação de 3 minutos antes de cada um dos 5 mistérios do Terço que rezarmos.

Em todas estas quatro práticas de devoção, devemos ter a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria, como nos foi pedido por Nossa Senhora e confirmado pelo Sagrado Coração de Jesus. Esta devoção dos Cinco Primeiros Sábados foi aprovada pelo Bispo de Leiria dia 13 de Setembro de 1939, em Fátima, e se espalhou por todo o mundo. Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Ato de Consagração e Desagravo ao Imaculado Coração de Maria
"Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que Vos consolássemos e desagravássemos. Ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.

Dum modo especial Vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem Vos querem aceitar como terna Mãe dos homens. Outros, não Vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações das crianças inocentes, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, nós Vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios, comunhões e orações tantas ofensas destes vossos filhos ingratos. Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem Vos honramos e amamos como Mãe, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que nos consagramos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio durante a vida e o caminho que nos conduza até Deus. Assim seja".
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