sábado, 6 de agosto de 2016

Família, esperança de Deus para o mundo

Se a família é a esperança de Deus para o mundo, que tal investir tudo nesse relacionamento?

Em uma época de crises em campos como educação, economia e diplomacia, tomar consciência de que existe algo em que vale a pena apostar nossas energias é muito animador, não é mesmo? Mas qual é o segredo para ter um matrimônio feliz?

“Quando alguém me pergunta sobre o segredo do matrimônio, respondo que as estatísticas dizem que é rezar juntos. Sei que parece muito estranho, mas a oração é fundamental; outro ingrediente que indicaria é o sexo”, defende o casal australiano, Ron e Marvis Pirola.

Casados há 55 anos, o casal partilhou seu testemunho durante o Sínodo Extraordinário da Família, realizado em outubro de 2014, no Vaticano. “Devemos admitir que o sacramento do matrimônio é sexual, pois expressamos plenamente nossa espiritualidade no sexo, o qual faz parte do grande dom de Deus para nós. Por isso, considero que faz parte desse segredo”, afirmam os australianos.

Considerada “célula originária da sociedade humana”, a família é a mais antiga instituição. Querida por Deus, foi o berço escolhido por Jesus Cristo para assumir nossa humanidade. Obediente ao Pai, o Filho se encarnou no ventre de Maria por obra do Espírito Santo e cresceu em um lar sob a educação de José, Seu pai adotivo. “Um homem e uma mulher que se casam constituem uma família com os seus filhos”, ensina a Igreja Católica.

Consciente da importância da instituição familiar, o Papa Francisco iniciou, no dia 10 de dezembro de 2014, uma série de catequeses sobre esse tema. “Quando perguntavam à minha mãe qual era seu filho preferido, ela respondia: ‘Eu tenho cinco filhos, como cinco dedos. 

Se me batem neste, faz-me mal; se me batem neste outro, faz-me mal. Faz-me mal em todos os cinco. Todos são filhos meus, mas todos diferentes como os dedos de uma mão’. E assim é a família! Os filhos são diferentes, mas todos filhos”, disse o Santo Padre ao recordar o lar onde cresceu ao lado de quatro irmãos, na Argentina.

Bergoglio acredita que ser filho segundo o desígnio de Deus significa levar em si a memória e a esperança de um amor que se realizou iluminando a vida de um outro ser humano, original e novo. Para os pais, cada filho é único, diferente e diverso. 

Tal aprendizado nos proporciona valores que levamos para a vida toda. Se as pessoas se reconhecessem como irmãos, muitas barrerias não existiriam. As relações seriam menos complicadas e a solidariedade teria voz mais ativa diante da necessidade do nosso próximo.

Por que razão não conseguimos olhar, perceber e agir considerando o outro nosso irmão? A experiência fraterna é aprendida na família. Em nossos dias, novos modelos tentam se impôr na tentativa de ditar comportamentos. 

Tais vínculos são muito frágeis, carentes do equilíbrio próprio que apenas um lar com pai, mãe, irmãos pode oferecer. Se invertermos o título desse texto “Família, esperança de Deus para o mundo”, constatamos que a sociedade presente tem esperança de que a garantia do futuro da humanidade é a instituição familiar.

Nessa busca diária por sermos melhores para com aqueles que vivem mais perto de nós, que são os membros da nossa família, o Papa Francisco, como bom jesuíta, indica-nos o exercício do exame de consciência com as seguintes perguntas: “Hoje sonhei com o futuro dos meus filhos? Sonhei com o amor do meu esposo, da minha esposa, sonhei com meus pais e avós que fizeram a história também? É tão importante sonhar! Primeiro de tudo, sonhar em uma família. Não percam essa capacidade de sonhar”.

Rodrigo Luiz dos Santos

Rodrigo Luiz dos Santos é editor-chefe de Jornalismo da TVCN e apresentador de programas relacionados à Igreja. Missionário na Canção Nova, estudou Filosofia e formou-se em Jornalismo pela Faculdade Canção Nova.

Casado com Adelita Stoebel, missionária na mesma comunidade católica, Rodrigo é pai de Tobias.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Eu sou o Pão da Vida" - Tema da reflexão do Papa, no Angelus

2015-08-02 
Rádio Vaticana

Neste domingo, o Papa apareceu, como habitualmente, ao meio dia, à janela do Palácio Apostólico que dá para a Praça de São Pedro, para rezar juntamente com os numerosos fiéis ali reunidos a oração do Angelus.
Antes porém  Francisco fez uma breve reflexão sobre o Evangelho da missa deste domingo, décimo-oitavo do tempo comum.
Recordou que depois da multiplicação dos pães – conforme conta o Evangelista João - as pessoas puseram-se à procura de Jesus e  acabaram por encontra-Lo em Cafarnaum.  Jesus compreendeu logo o motivo de tanto entusiasmo da pare do povo e declarou-o  claramente:
“Vocês estão à minha procura não porque vistes sinais, mas porque comestes daqueles pães e vos saciastes”.
Na realidade – disse o Papa – aquelas pessoas procuram o pão material que no dia precedente tinha aplacado a sua fome. Não compreenderam que aquele pão partido para muitos, era expressão do amor do próprio Jesus. Deram mais valor ao pão do que ao seu doador.
Perante esta cegueira espiritual – prosseguiu o Papa – Jesus põe em evidencia a necessidade de ir para além da satisfação das necessidades imediatas, das próprias necessidades materiais, embora sejam essenciais.  O Filho de Deus convida a ir para além das necessidades imediatas, do comer, do vestir, do sucesso, da carreira, para se olhar para algo de incorruptível, e exorta:
“Empenhai-vos não para a alimentação que não dura, mas para a alimentação que permanece para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará”.
Jesus quer fazer compreender, como estas palavras – frisou o Papa – que a fome física da pessoa humana, traz consigo algo de mais importante, que não pode ser saciado com a comida ordinária.
“Trata-se de fome de vida, de eternidade que Ele só pode saciar, na medida em que é “o pão da vida”.
O Papa chama também a atenção para o facto de Jesus não eliminar a preocupação da procura do pão quotidiano, mas recorda simplesmente que “o verdadeiro significado da nossa existência terrena está na eternidade, e que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser vista num horizonte de eternidade, isto é, naquele horizonte do encontro definitivo com Ele. E esse encontro ilumina todos os dias da nossa vida. Se nós pensarmos nesse encontro, nesse grande dom, os pequenos dons da vida, mesmo os sofrimentos e as preocupações serão iluminados, na esperança  deste encontro”.
Jesus é pão vivo descido dos Céus, apresenta-se a nós como único e verdadeiro significado da existência humana – frisou ainda o Papa, acrescentando que é o próprio Jesus a explicar o significado da existência do ser humano:
“Eu sou o pão da vida, quem vive em mim não terá fome e que crê em mim não terá sede, nunca!”
O Papa indicou nisto uma referência à Eucaristia, o grande dom que sacia a alma e o corpo. “Encontrar e acolher em nós Jesus, ‘pão da vida’, dá significado e esperança ao caminho tortuoso da vida. Mas este “pão da vida” é-nos dado para que possamos, por nossa vez,  saciar a fome espiritual e material dos irmão, anunciado o Evangelho onde quer que seja, mesmo nas periferias existenciais. Com o testemunho das nossas atitudes fraternas e solidárias em relação ao próximo, tornamos presente Cristo e o seu amor por meio dos homens”
O Papa concluiu dizendo que temos muita necessidade de Deus na nossa existência quotidiana! Tanto nos dias de trabalho e de preocupações, como nos dias de férias. O Senhor convida-nos a não esquecer que, se por um lado é justo preocupar-se com o pão material, por outro, para consolidar as forças, é ainda mais necessário potenciar a nossa fé em Cristo, “pão da vida” que sacia o nosso desejo de verdade, de justiça e de consolação.
E o Papa pediu à Virgem Maria para nos apoiar na procura e na sequela do seu Filho Jesus, o “pão verdadeiro” que não se corrompe e dura pela vida eterna.
Depois do Angelus o Papa saudou os peregrinos vindos de várias partes do mundo, de modo particular alguns jovens espanhóis e italianos, e uma peregrinação vinda a cavalo de Florença. É a arce-confraternidade denominada “Parte Guelfa”.
Por último, o Papa recordou que este domingo a Igreja recorda o Perdão de Assis. É um chamamento  - disse – a aproximarmo-nos do senhor no Sacramento da misericórdia e da comunhão. Há gente que tem medo de aproximar-se da confissão, esquecendo que lá não encontramos um juiz severo, mas o Pai imensamente misericordioso. É verdade quando vamos ao confessionário sentimos um pouco de vergonha. Isto sucede a todos, a todos nós – sublinhou o Papa. Mas devemos recordar que também esta vergonha é uma graça que nos prepara ao abraço do Pai que sempre perdoa, sempre perdoa tudo” – concluiu o Papa desejando a todos bom domingo, bom almoço e pedindo o favor de não nos esquecermos de rezar por ele. 
(DA) 
(from Vatican Radio)

O PERIGO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

Vários Bispos do Brasil estão se manifestando fortemente na Internet contra o absurdo plano do governo federal de aprovar a introdução da famigerada “Identidade de Gênero” na educação das crianças brasileiras. O governo não conseguiu aprovar esta medida absurda no Plano Nacional de Educação, e agora empurrou- a para os municípios aprovarem pelas Câmaras de Vereadores.
A Proposta de Lei de Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, pretende incluir a “ideologia de gênero” nas escolas e a possibilidade de ensinar as crianças, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher, um absurdo diante da natureza.
“A ideologia de gênero, ensina a liberdade de cada um construir a própria identidade sexual; algo que destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”.
Recentemente, Papa Francisco nos alertou quanto a esse perigo, dizendo que: “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus; é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família”. E lamentou “a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa”. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
O ponto mais preocupante da Proposta é a estratégia de número 12.6, que defende o seguinte: “Garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.
Leia também: Reflexões sobre a “ideologia de gênero”
Existem organizações nacionais e internacionais, como a ONU e outras, que querem destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família é exatamente a “ideologia de gênero”. Ela ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.
A Identidade de Gênero, dizem os bispos, é uma forma da criatura subverter o plano do Criador, a partir de nossas escolas, repetindo o episódio bíblico da torre de Babel no qual os homens querem desafiar a Deus colocando-se no seu lugar (cf. Gn 11,1-9).
Se não há homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade divina. Assim, o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir.
A aprovação “ideologia de gênero” e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, obriga que nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso. Na Alemanha, e em outros países, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.
Assista também: Você já ouviu falar em Ideologia de gênero?
Por esta e outras razões, os católicos, sobretudo os vereadores, tem a obrigação moral, diante de Deus, de nossas crianças e da Nação, de não apoiar a aprovação desta lei desumana, anticristã e ofensiva ao Criador, pelas Câmaras de Vereadores dos municípios. Não permitamos que a ordem natural seja subvertida por meio de conteúdos antinaturais ministrados em nossas escolas.
Todo cidadão brasileiro, que respeita Deus e o homem, deve entrar neste combate à ideologia de gênero de teor “diabólico”, como tem declarado o Papa Francisco.
Alguns dos Bispos que já se manifestaram pela Internet:
Dom Philip Dickmans – Presidente do Regional Norte 3 da CNBB e Bispo da Diocese de Miracema do Tocantins
Dom Pedro Brito Guimarães – Arcebispo de Palmas
Dom Romualdo Matias Kujawski – Bispo da Diocese de Porto Nacional
Dom Giovane Pereira de Melo – Bispo da Diocese de Tocantinópolis
Dom Rodolfo Luiz Weber – Bispo da Prelazia de Cristalândia
Dom Antonio Keller – Bispo de Frederico Westfalia
Dom Pedro Carlos Cipollini – Bispo de Amparo
Dom Fernando Arêas Rifan – Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Fonte: Cleófas

COMO A ESCOLA PODE ME AJUDAR A EDUCAR MEUS FILHOS?

Ao final da licença maternidade ou em qualquer outra época, conforme a decisão da família, a hora de escolher a escola dos filhos chega para todo mundo. Seja para o berçário, creche ou escola regular, nos deparamos com muitas dúvidas. Para amenizar esse processo, separei alguns itens que os pais devem observar ao escolher uma instituição:
1. Localização: pode parecer um item bobo, mas te garanto que no dia a dia, a localização da escola de seu filho pode te trazer alegrias ou transtornos inimagináveis. Se você trabalha fora e longe de casa, considere procurar uma escola nas proximidades do seu trabalho, pois te possibilitará estar junto à criança por um tempo a mais (mesmo que dentro do carro) além, de facilitar seu socorro em casos de febres repentinas. Agora, se você trabalha por perto, procure escolas próximas de sua casa e que estejam localizadas em ruas de boa circulação do trânsito, com facilidade para estacionar ou que tenham pista park, acredite, faz diferença!
2. Segurança: a segurança é um ponto a se considerar, sem dúvida! O fluxo de carros e pessoas que circundam as escolas é bem grande – logo, alvo para delitos. Além de seguranças na porta da escola, é interessante questionar a escola quanto as normas de retirada de alunos, como a escola procede e o que exige da pessoa que vem buscar a criança na ausência dos pais. Se não houver um procedimento coerente, descarte essa possibilidade e não coloque em risco a segurança do seu filho.
3. Pesquisa sobre o estabelecimento: Antes de fazer a visita ao estabelecimento, faça uma pesquisa na internet, se há reclamações, o que diz o site da escola e o tipo de propaganda que vincula. Uma vez, vi uma propaganda de uma escola que dizia – “trabalhamos com quantidade, por isso nosso preço é acessível” – a frase se referia ao preço das mensalidades e número de alunos, um verdadeiro absurdo, a propaganda já dizia que as salas eram lotadas e que não havia preocupação com o desenvolvimento pedagógico. Descartei na hora! E não esqueça de entrevistar pessoas que já possuem filhos na escola de interesse, você terá os melhores feedbacks.
4. Proposta pedagógica: mesmo não sendo professores, os pais devem pedir para que a escola fale sobre a proposta pedagógica. Na conversa, perceba coerências sobre o que está sendo dito e sobre o que foi ou será apresentado. Analise se a proposta condiz com sua vida familiar, você pode estar visitando uma escola com filosofia antroposófica, mas o que você quer mesmo é uma escola voltada para vestibulares. É muito importante para seu filho que você goste e confie na escola e que ela tenha os mesmos princípios que a sua família.
5. Espaço físico: ao visitar escolas, o que mais encanta ou desencanta os pais é o espaço físico. Devo dizer que conheço excelentes escolas que não possuem pisos de mármore ou ar condicionado nas salas. Mais que ambientes perfeitos, é necessário saber como os ambientes são utilizados e com qual frequência. Recentemente, conheci uma escola com uma biblioteca excepcional, porém, o trabalho realizado nela era medíocre. Espaços bonitos ou feios, é essencial que sejam seguros, bem arejados, bem iluminados (com boa incidência de luz natural) e principalmente limpos.
6. Cozinha ou similar: a cozinha e/ou lanchonete escolar são espaços pouco visitados pelos pais e que merecem atenção, principalmente se a criança faz suas refeições na escola. Observe a higiene do local, o armazenamento dos alimentos e utensílios. Pergunte sobre as compras que a escola faz e seus fornecedores. Observe o cardápio, se não indica que carnes sejam armazenadas às sexta-feira para serem servidas na segunda-feira, pois uma queda de energia no final de semana pode prejudicar a qualidade do alimento. Escolas que fornecem refeições devem apresentar cardápio assinado por nutricionista, alvará de funcionamento e coleta de amostras diárias de alimentos para análise, se necessário.
7. Quadro de professores: também pouco questionado pelos pais, mas de suma importância, é a situação dos professores da escola. Pergunte sobre o tempo médio de casa dos professores, graduações e quais os investimentos que a escola faz em formação deles. Se você encontrar um quadro de professores que muda constantemente, duas coisas podem estar acontecendo: baixo salário ou má gestão, sinais de alerta!
8. Comunicação: a comunicação entre escola e pais deve ser bem afinada. A agenda é o primeiro meio e seu uso é bem comum às escolas. Algumas instituições utilizam-se de e-mail marketing, área restrita para pais, torpedos e telefonemas. O recurso realmente é o de menos, o que importa é a qualidade da comunicação. Escola que liga para o serviço do pai para dizer que o filho não fez a lição na classe, não está cumprindo seu papel, ou você pai e mãe, liga para a escola para dizer que seu filho não escovou o dente antes de dormir?
9. Sistema avaliativo interno e externo: saber como a escola vai avaliar o desenvolvimento do seu filho é essencial para a interferência dos pais na vida dos filhos. Seja por relatório ou notas, o sistema avaliativo escolar reflete a qualidade dos serviços da escola e como seu filho está respondendo aos estímulos e conhecimentos a que está sendo exposto. Verificar os resultados de avaliações externas, como por exemplo, o ENEM, ajudam a qualificar os serviços da escola, embora não devam ser os únicos indicadores para se medir o sucesso ou fracasso de uma comunidade escolar.
Luciana Cairo
Fonte: Aleteia

sábado, 9 de maio de 2015

TRANSFORME SEU TRABALHO EM ORAÇÃO

O trabalho é sem dúvida a atividade essencial do ser humano. Além de oferecer o desenvolvimento dos talentos inerentes de cada pessoa, o trabalho também pode oferecer a possibilidade de sustentação financeira, a organização de um lar, e entre outras coisas, o aprimoramento de toda uma sociedade.
É importante reparar como o sentido de trabalho está intimamente ligado a natureza do homem e como a necessidade ou não de trabalhar não define a vontade humana de desenvolver-se e de desenvolver a sociedade através de seu empenho, seja ele manual ou intelectual. Para nós essa é uma das características do chamado de Deus ao trabalho como vocação de todos. É por isso que precisamos ainda observar que independente dos anseios do homem pelo trabalho, suas preocupações e projetos, ambições ou necessidades, o trabalho dentro da divina ótica deve ser sempre visto como uma dádiva e uma honra a ser valorizada, e por isso mesmo é triste pensar que são muitos os que não acreditam que é possível transformar o trabalho em momento de encontro com Deus.
Parece que na nossa atual sociedade existe uma crescente visão negativa acerca do trabalho e das duras penas que muitas vezes sofremos por sua custa. E é verdade que não obstante esse espírito de preguiça que paira no ar, adicionando as dificuldades de se encontrar um trabalho em nossas penosas realidades, pode parecer quase impossível enxergar na atividade profissional um momento para encontrar a Deus e a sí mesmo. Contudo, se estudarmos bem a escola dos santos, poderemos ver que sempre existe a chance de se transformar tudo pelo toque do amor. Como diria Madre Teresa de Calcutá, “não somos chamados para fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com grande amor”. Sendo assim, o trabalho visto como momento reservado para a perfeita plenificação da vocação humana, é sem dúvida fonte inesgostável de sentido e de paz já que o seu momento para estar unido com Deus acontece aí mesmo, nas aspirações do dia-a-dia.
São Josemaria Escrivá diria: “recebestes o chamamento de Deus para um caminho concreto: se meter em todas as encruzilhadas do mundo, estando tu partindo do teu trabalho profissional metido em Deus”.
Para o cristão, o trabalho deve ser visto como a oportunidade de cooperação entre o Deus criador e o homem senhor da criação. Além disso, o mesmo cristão pode enxergar na atividade profissional esse momento de oração e crescimento em virtude, já que é aí, nas rotinas do cotidiano que ele busca a perfeição lutando contra o desânimo, perigosa tentação, a preguiça, a desordem e a inconstância.
Visto assim o trabalho é seguramente uma escola de santidade já que é aí que o cristão vive o cansaço, a decepção, a humilhação e o sofrimento e tem ao mesmo tempo a possibilidade de viver o evangelho acrescentando em cada uma dessas situações que o próprio Cristo passou, as graças que Deus nos derrama sempre: esperança, fé e caridade. Aquele que sabe aproveitar o empenho do trabalho para crescer em virtude e santidade, pouco a pouco forja uma personalidade madura, um caráter sublime e cria a ocasião para testemunhar a dignidade restaurada por Cristo no homem, e a oportunidade de santificar-se no trabalho, santificar o trabalho e santificar os outros no trabalho, como diria São JoséMaria Escrivá.
Outra lição que Deus nos ensina em sua passagem por nós é que importa mais a quantidade de amor que se coloca em cada trabalho, do que a própria atividade em sí. Diria São José Maria Escrivá que “Deus escolheu uma profissão simples para nos dar entender que é o amor de Deus que dá transcendência as nossas ações” *. Humanamente falando, o trabalho de Jesus não foi o mais importante, não apresentava muitas perspectivas e nem possibilidades de carreira e crescimento diante do mundo, já que era um simples carpinteiro. Ele seguramente passou 30 anos acordando cedo, experimentando a sensação de sono e cansaço diário, rotina e monotonia, dia após dia.
Contudo Nosso Senhor amava seu trabalho diário e sabia que somente santificando o empenho de cada momento é que seria possível glorificar o Pai do céu. Tudo isso como Ele mesmo nos confirmaria depois, falando sobre a importância de testemunhar nossas atividades corriqueiras com perfeição, procurando oferecer ao próprio Deus esse empenho como oração palpável e concreta: “para que todos vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está no céu” (Mat 5,16).
Chegando neste momento poderíamos nos perguntar, o que são essas boas obras? Sem dúvida é fazer o que se deve, e estar no que se faz, como diria o já referido Santo. É necessário primeiro, que todos nós façamos e cumpramos cada um dos nossos deveres cotidianos, por mais chatos ou ingratos que possam parecer. Mas não apenas isso, porque seria tornar o trabalho uma rotina vazia e sem sentido, e é aí que Deus e a sua graça entra: estar no que se faz.
É preciso estar totalmente em cada pequena atividade do dia a dia, colocar-se totalmente com energia e vontade de cumpri-la com perfeição, oferecendo ao próprio Deus essa oportunidade de elevar o trabalho ao nível do sobrenatural. Chegar no trabalho no horário, realizar as nossas atividades com empenho e boa vontade, manter a concentração no que se faz, elevar o ânimo, oferecer ajuda quando o nosso trabalho já está terminado, sorrir quando se quer chorar para fazer o outro mais feliz entre outros atos de amor para consigo mesmo, com o próximo e com o próprio Deus é cumprir com perfeição essas boas obras.
Fazer do nosso ofício uma oração e das nossas ações profissionais, atos feitos na presença do Pai mostrará aos nossos irmãos de trabalho que Deus os quer, que os Ama e que os chama. Isso sim é ser um outro Cristo para aqueles que nos rodeiam. Quando Santa Terezinha do Menino Jesus descobriu que não havia diferença entre fritar um ovo ou orar, colocou tanto empenho e tanta perfeição em cada pequena atitude do cotidiano que aos poucos as outras irmãs do Carmelo começaram e enxergar nela uma verdadeira santa, um outro Cristo.
“Temos que ganhar o céu com os nossos afazeres profissionais” diria São José Maria. Inspirado pela Palavra de Deus que diz “se tiver qualquer defeito não o oferecereis, pois não seria digno Dele”(Lev 22, 20), este santo bem sabia que não teríamos outra chance de encontrarmos a Deus senão pelo trabalho e pela oração. E é lógico, para nosso querido Pai temos que oferecer sempre o melhor, mesmo dentro das nossas limitações, nos preocupando sempre de o fazê-lo com grande perfeição. Uma tarefa cumprida e impecável**, não pode senão gerar paz e tranquilidade na nossa alma.
Por fim peçamos a Deus que nos ensine que é o amor que converte o nosso trabalho em oração, esse mesmo Amor que é o próprio Deus em pessoa. O Espiríto Santo, hóspede da nossa alma, aquele que nos faz filhos de Deus, agente transformador, nos ajude nessa vivífica transformação. Que o nosso trabalho seja sinal visível da presença de Deus no mundo e momento profundo de nosso encontro com Jesus. Assim seja.
“Aquele que não encontra Deus no trabalho e vida ordinária, não encontra Deus em lugar nenhum”. S.José Maria Escrivá.
* Filhos de Deus, Francisco Fernándes-Carvajal, Ed. Quadrante.
** Amigos de Deus, Ed Quadrante.
Silvio L. Medeiros e Karen Fernandes
Fonte: Site Veritatis Splendor via Shalom

INICIATIVA SEXUAL DAS MENINAS SOBRE OS MENINOS: LIBERDADE OU VAZIO?


Três garotas de um caro colégio interno de Chicago, duas ricas e uma pobre, mas todas de famílias desestruturadas, decidem que estão cansadas de ser frágeis e exploradas pelos homens e resolvem forçar os garotos da escola a fazer sexo com elas, ameaçando-os com uma arma. O plano não funciona, elas ficam infelizes, sua amizade se rompe e as coisas começam a sair de controle, como é típico nesse tipo de filme.
O filme em questão é uma produção indy chamada “The Smokers”. Eu o vi faz alguns anos numa locadora e fiquei contente de que alguém ainda pudesse vê-lo, já que a maioria desses filmes tinha quase desaparecido. A história, acho eu, era para ser uma comédia, mas o filme evocava situações reais demais para ser engraçado: sabemos muito bem, afinal, que, ao nosso redor, existem centenas de milhares de jovens mulheres exatamente iguais às três garotas do filme: infelizes, confusas e desesperadas. E não dá para rir de jovens perdidas no escuro.
A busca de poder sexual por parte das meninas só mostrava o quanto elas eram impotentes. As duas que tiveram relações sexuais acabaram mal: uma ficou com uma aparente aversão pelo sexo e com a culpa de ter matado um garoto; a outra levou a culpa pelo assassinato cometido pela primeira. Seus atos sexuais tinham lhes dado pouco prazer e nenhuma alegria. A garota que não faz sexo no filme acaba enxergando o valor de um bom homem que se preocupa com ela; a narração no final sugere que ela se casa com ele e vive feliz para sempre.
Este filme é uma espécie de convite a pensar na virgindade. Poucos dias depois que eu o vi pela primeira vez, “The New York Times” publicou um artigo que elogiava, embora com um quê de ambivalência, as jovens mulheres sexualmente agressivas cujo sofrimento tinha sido exposto pelo filme. “Desde Sadie Hawkins, as adolescentes têm ido atrás e flertado com os meninos. Mas agora elas estão iniciando o contato mais íntimo, às vezes até mesmo o sexo, de uma forma mais agressiva, de acordo com os relatos de muitos psicólogos, editores de revistas e de outros adolescentes”, dizia a matéria do jornal, intitulada “Ela virou uma menina macho”.
Como normalmente acontece com a maioria dessas histórias sobre supostas tendências sociais, é difícil saber se isto é mesmo uma tendência e, caso seja, o quanto ela é significativa e a quais adolescentes ela se aplica. O autor da matéria citava declarações de adolescentes e exemplos da cultura pop, em particular da música, mas os dados estatísticos mencionados mostravam uma diminuição da atividade sexual na adolescência. Alguns dos adultos citados no artigo enxergavam nas jovens mulheres sexualmente expansivas uma expressão de “igualdade e confiança”, um dos maiores “frutos do feminismo”. Eles usavam com chamativa frequência a palavra “empoderamento”. Pessoas como Atoosa Rubenstein, editora da revista CosmoGirl, afirmou: “As mães disseram para as meninas entrarem no conselho estudantil, no time, no trabalho, e aquela mensagem de incentivo às conquistas se transformou em algo que passou a definir a vida inteira delas. E elas aplicaram isso a correr atrás dos garotos também”.
Mas a questão não se limita ao fato de as meninas assediarem os meninos por se sentirem confiantes o suficiente para isso. A questão envolve também o que esses adolescentes fazem em seus encontros. Atoosa Rubenstein responde: “Se é uma busca sexual ou um sintoma de queda, isso é uma coisa que cabe à garota”.
Cabe à garota… A escolha de realizar um ato que deixa consequências profundas e indeléveis do ponto de vista moral, espiritual, emocional, social e, geralmente, físico deve caber a uma criança que não é considerada competente para votar, beber ou decidir se quer ou não quer ir para a escola. Se essa escolha resultar em um bebê, no entanto, ela é considerada competente para matá-lo. Em muitos Estados norte-americanos, ela não pode furar as orelhas sem a permissão dos pais; mas, em quase todos, ela pode ter o ventre aberto e evacuado sem sequer avisá-los.
Cabe à garota… E nós somos induzidos a pensar que isso é uma coisa boa porque “prova” que ela é “confiante” e “empoderada”. O que me parece é que essas crianças são tão agressivas não porque sejam confiantes, mas porque se desesperam. “Temos medo de relacionamentos longos”, diz um adolescente entrevistado. “Os nossos pais estão divorciados e nós nunca vimos um relacionamento longo bem sucedido. As meninas não querem pensar em sexo como uma coisa que tem a ver com amor, porque isso vai fazê-las sofrer. O sexo é só o sinal mais visível que nós sentimos da desconexão”.
Os jovens são ensinados desde cedo que o sexo é inevitável, mas também que, no fim das contas, ele é insatisfatório e leva inevitavelmente ao sofrimento. A primeira lição eles aprendem com a MTV, com os talk shows, com a internet e com revistas adolescentes de sexualidade, do tipo da CosmoGirl. A segunda lição eles aprendem com o divórcio dos pais, com o fim do namoro dos amigos ou deles próprios, com as doenças venéreas e com os abortos.
Eles sentem que, na realidade, não “cabe à garota”. Eles até podem repetir isso, mas não é isso o que eles sentem. É mais fácil e parece mais seguro tentar manter relacionamentos que “não são sérios” ou fingir que se está no controle da relação. Afinal, se não é sério, não vai machucar, pensam os jovens…
“The Times” conta o caso de uma garota de dezoito anos que declarou o seguinte: “Eu acho que o pensamento feminista que é empurrado para cima das meninas desde cedo faz algumas pessoas valorizarem a necessidade de que as meninas dominem diferentes áreas da vida. E as meninas podem achar agora que é importante dominar também no relacionamento sexual. Isso permite que ela tenha mais controle… ‘Eu queria que ele fizesse isso’, em vez de ‘Ele me fez fazer isso’”.
Posso estar errado, mas, na última frase, eu ouço a voz de uma jovem mulher falando em nome das outras e tentando evitar o desespero ao afirmar que é ela quem decide as suas ações, que é ela quem decide o seu destino. Mas repare que ela se mostra passiva mesmo quando alega “ter o controle”: “Eu queria que ele fizesse isso”, em vez de “Eu queria fazer isso”. E observe também que, mesmo ao tentar se dizer no controle, ela diz “mais controle”, o que, neste contexto, parece indicar que ela realmente não tem controle sobre o que o garoto faz. É uma frase que não sugere confiança.
É a expressão de alguém que fez algo que gostaria de não ter feito, mas sente que teve de fazê-lo. É a voz do desespero, familiar a todos nós naquela figura cômica do empregado que grita “Você não pode me demitir! Sou eu que me demito!”, enquanto sai tempestuosamente do escritório do chefe, com um pouquinho do orgulho a salvo apesar de estar arrasado.
Isso não tem nada de cômico na boca de meninas que deveriam ter sido mantidas livres dos perigos e do sofrimento envolvidos na sexualização precoce das revistas adolescentes; que deveriam ter ficado livres da necessidade de se esforçar para ser agressivas; que deveriam ter crescido livres para escolher o que quisessem fazer sem sequer pensar no que os meninos queriam, até encontrarem, um dia, homens que as amassem de verdade, que dessem a vida por elas, que vivessem com elas até que a morte os separasse, a quem elas pudessem oferecer a sua sexualidade livremente e sem medo e com quem pudessem ter e criar os seus filhos.
O curioso é que essas mulheres teriam muito mais controle sobre as suas vidas do que as meninas machos que a “Time” descreveu com aprovação. O que “empodera” de fato uma pessoa é o controle dos próprios apetites, dos próprios instintos e da influência ideológica que os outros (e em especial a mídia) exercem sobre ela. Preservar-se do sofrimento de uma sexualidade vazia e escravizadora é que é algo que realmente “cabe à garota” (e também ao garoto).
David Mills
Fonte: Aleteia

AS SOGRAS SÃO REALMENTE MÁS?

Ai, ai, essa história de sogra é uma graça! Dizem que sogra é ótima… à distância! É verdade? Vamos então pensar em algumas alternativas sobre o conceito de sogra. Ela é a mãe que disputa com a nora o seu filho? É a amigona ou a mulher que pega no pé? Segundo a enciclopédia virtual livre – Wikipédia –, a sogra é vista como um fardo, como destruidora de namoros, noivados e casamentos. Mas por que todos falam dela?
Quando o assunto é sogra, você encontra de tudo: termos pejorativos, piadas etc. Cada crueldade! Deus é mais! E para completar, para cada sogra que dizem ser má há, ao seu lado, sempre um sogro alegre, carinhoso e que acha a nora linda. Coitada das sogras!
Sogra má é um mito ou uma realidade? A tendência de todos nós não é sermos sogros e sogras um dia? De todos os desabafos que já ouvi, este me chamou muito à atenção: “Acredito que essas ‘picuinhas’ entre sogras e noras não passam de imaturidade. Se as duas amam tanto o mesmo homem e querem a felicidade dele, isso não é uma competição, mas um trabalho em grupo. Cada qual tem de entender que ocupam papéis diferentes na vida dele. Ou melhor, na vida de cada uma”. Mas será que esse problema é só com as noras? E os genros?
“A pior sogra era uma turca; a melhor estava morta”. Cheia de preconceito, essa piada demonstra o que muitas noras pensam sobre suas sogras. Podemos expressar, de forma diferente, o que muitas sogras, ao longo da história, acabaram construindo sobre si mesmas. Mas ter uma sogra é ter um esposo. Portanto, para muitas noras o jeito é suportar a sogra má. Considero ser uma das relações mais difíceis a de sogra-nora, sogra-genro. Tão complicada que li uma frase de para-choque de caminhão: “Há duas coisas que matam de repente: vento pelas costas e sogra pela frente”.
Por que, afinal, a sogra é tão desqualificada, seja pelo genro ou pela nora? Segundo a Psicanálise, a mãe é o primeiro objeto de amor de filhos e filhas. Só que essa mãe um dia vira sogra. Consequentemente, ela toma as dores da filha, assim como compete com a nora. Já de acordo com outras abordagens psicológicas, não precisaria ser a mãe este primeiro objeto de amor na vida dos filhos para que esta situação ocorresse. O ambiente se tornaria um possível responsável para que desencontros como esses acontecessem. É no ambiente que encontramos estímulos positivos e negativos, os quais nos afetam e nós também o afetamos.
A presença das pessoas se torna um estímulo e, a depender da função que elas ocupam em nossa vida, podem nos deixar cada vez mais felizes ou não. Quando não, em alguns casos nos adoecem. O que não quer dizer que, no casamento, esse papel de adoecimento seja o da sogra. Sair do jogo será sempre a atitude mais sábia.
Marido não precisa ficar comparando a comida preparada pela esposa com a da sua mãe. Sogra, lembre-se de que a sua nora não roubou filho de ninguém. E filho, mantenha-se sempre neutro e seja justo quando precisar.
Creio já ter chegado o tempo de atribuir um novo sentido a essa história. O mundo mudou, as pessoas mudaram e as sogras também. Se elas não servem para serem sogras, também não servem para criar os netos. Como é isso mesmo? Vamos ser justos com os membros da nossa família. É tempo de viver bem, ainda que seja com a sogra. E a sogra, que viva bem com a nora e com o genro.
Uma relação como essa precisará se tornar adulta para devolver harmonia na convivência familiar. A sogra por sua vez precisará respeitar as escolhas dos filhos, aceitando-as e se comprometendo a ajudá-lo a viver bem com sua esposa e seus filhos. Noras e genros, o compromisso é de igual importância. Precisarão aprender a conviver a partir das suas frustrações e conflitos familiares. Para isso fomos agraciados por Deus com uma porção de inteligência emocional. Em família, o jogo de cintura é muito importante, assim como o perdão e a verdade também. Precisamos nos admirar e falar bem dos nossos, isso sim deverá ser problema de sogra. É preciso manter viva as raízes que geraram bons frutos. Já as que só trouxeram contendas, fofocas e ciúmes, devem ser arrancadas e jogadas fora. Sem decisão não se vive assim. Tem que querer, decidir e praticar as estratégias que as relações familiares se tornarão motivo de alegria e de encontro. E a casa da sogra e das noras será como uma casa de bênção onde o Senhor tem o prazer de entrar e ficar.
Em todo caso, se nada lhe satisfizer no escrito acima, segue uma história para você ler, viver e contar.
“Era uma vez, uma nora, jovem, bonita e muito inteligente. Entediada de tanto ter conflitos com a sogra, a linda jovem desabafou com seu pai sobre a situação que estava enfrentando dentro do ambiente familiar. Seu pai, muito sábio, perguntou: ‘O queres que eu faça para ajudá-la? A moça não pensou duas vezes e respondeu: ‘Mate-a. Por favor, ajude-me a mata-lá’.
O pai, apaixonado pela filha e cheio de compaixão, respondeu que sim. Mas lhe explicou que tudo deveria ser do jeito dele; assim, ele poderia garantir que, em poucos dias, a sogra estaria morta. Então, o pai começou a explicar o passo a passo da destruição da sogra:
‘Filha, todos os dias prepare o café para sua sogra. Com calma. Não desista nunca. Coloque com paciência o pó do café e espere ferver. No outro dia, coloque tudo de novo, mas ofereça o cafezinho já na xícara. Se tiver muito quente, espere esfriar e com paciência sirva a sua sogra.’ Por vezes, a filha ficou sem entender nada.
A sogra estava encantada com tanta delicadeza, não sabia mais o que fazer para também agradar a nora. De repente, a filha reagiu, relatou ao pai que estava fazendo todos os dias o café da sogra e que esta estava bem melhor. E o pai insistia em lhe dizer que não parasse de colocar o café. A sogra ia tomar café até morrer. Quando, para surpresa do pai, a filha disse: ‘Meu pai, pare de matar a minha sogra. Ela está ótima!’. O pai retrucou: ‘Nunca quis matar a sua sogra, muito menos apoiá-la nessa ideia. Aquele pó de café que você colocava, todos os dias, foi se esvaziando de mágoa e tristeza. O veneno da bruxa má (ops… da bruxa má não!) estava vindo de você. Era você quem estava oferecendo a ela o pó da irritação, da intolerância, da mágoa e do ciúme. Sem perceber, você passou a cuidar da sua sogra com paciência e zelo, e hoje já não quer mais matá-la. Então, minha filha, nessa história, mesmo com sogra, o final feliz somos nós que fazemos’.”
Que tal convidar a sua sogra para tomar um cafezinho com você?
Judinara Braz
Fonte: Canção Nova
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