sábado, 9 de maio de 2015

TRANSFORME SEU TRABALHO EM ORAÇÃO

O trabalho é sem dúvida a atividade essencial do ser humano. Além de oferecer o desenvolvimento dos talentos inerentes de cada pessoa, o trabalho também pode oferecer a possibilidade de sustentação financeira, a organização de um lar, e entre outras coisas, o aprimoramento de toda uma sociedade.
É importante reparar como o sentido de trabalho está intimamente ligado a natureza do homem e como a necessidade ou não de trabalhar não define a vontade humana de desenvolver-se e de desenvolver a sociedade através de seu empenho, seja ele manual ou intelectual. Para nós essa é uma das características do chamado de Deus ao trabalho como vocação de todos. É por isso que precisamos ainda observar que independente dos anseios do homem pelo trabalho, suas preocupações e projetos, ambições ou necessidades, o trabalho dentro da divina ótica deve ser sempre visto como uma dádiva e uma honra a ser valorizada, e por isso mesmo é triste pensar que são muitos os que não acreditam que é possível transformar o trabalho em momento de encontro com Deus.
Parece que na nossa atual sociedade existe uma crescente visão negativa acerca do trabalho e das duras penas que muitas vezes sofremos por sua custa. E é verdade que não obstante esse espírito de preguiça que paira no ar, adicionando as dificuldades de se encontrar um trabalho em nossas penosas realidades, pode parecer quase impossível enxergar na atividade profissional um momento para encontrar a Deus e a sí mesmo. Contudo, se estudarmos bem a escola dos santos, poderemos ver que sempre existe a chance de se transformar tudo pelo toque do amor. Como diria Madre Teresa de Calcutá, “não somos chamados para fazer grandes coisas, apenas pequenas coisas com grande amor”. Sendo assim, o trabalho visto como momento reservado para a perfeita plenificação da vocação humana, é sem dúvida fonte inesgostável de sentido e de paz já que o seu momento para estar unido com Deus acontece aí mesmo, nas aspirações do dia-a-dia.
São Josemaria Escrivá diria: “recebestes o chamamento de Deus para um caminho concreto: se meter em todas as encruzilhadas do mundo, estando tu partindo do teu trabalho profissional metido em Deus”.
Para o cristão, o trabalho deve ser visto como a oportunidade de cooperação entre o Deus criador e o homem senhor da criação. Além disso, o mesmo cristão pode enxergar na atividade profissional esse momento de oração e crescimento em virtude, já que é aí, nas rotinas do cotidiano que ele busca a perfeição lutando contra o desânimo, perigosa tentação, a preguiça, a desordem e a inconstância.
Visto assim o trabalho é seguramente uma escola de santidade já que é aí que o cristão vive o cansaço, a decepção, a humilhação e o sofrimento e tem ao mesmo tempo a possibilidade de viver o evangelho acrescentando em cada uma dessas situações que o próprio Cristo passou, as graças que Deus nos derrama sempre: esperança, fé e caridade. Aquele que sabe aproveitar o empenho do trabalho para crescer em virtude e santidade, pouco a pouco forja uma personalidade madura, um caráter sublime e cria a ocasião para testemunhar a dignidade restaurada por Cristo no homem, e a oportunidade de santificar-se no trabalho, santificar o trabalho e santificar os outros no trabalho, como diria São JoséMaria Escrivá.
Outra lição que Deus nos ensina em sua passagem por nós é que importa mais a quantidade de amor que se coloca em cada trabalho, do que a própria atividade em sí. Diria São José Maria Escrivá que “Deus escolheu uma profissão simples para nos dar entender que é o amor de Deus que dá transcendência as nossas ações” *. Humanamente falando, o trabalho de Jesus não foi o mais importante, não apresentava muitas perspectivas e nem possibilidades de carreira e crescimento diante do mundo, já que era um simples carpinteiro. Ele seguramente passou 30 anos acordando cedo, experimentando a sensação de sono e cansaço diário, rotina e monotonia, dia após dia.
Contudo Nosso Senhor amava seu trabalho diário e sabia que somente santificando o empenho de cada momento é que seria possível glorificar o Pai do céu. Tudo isso como Ele mesmo nos confirmaria depois, falando sobre a importância de testemunhar nossas atividades corriqueiras com perfeição, procurando oferecer ao próprio Deus esse empenho como oração palpável e concreta: “para que todos vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está no céu” (Mat 5,16).
Chegando neste momento poderíamos nos perguntar, o que são essas boas obras? Sem dúvida é fazer o que se deve, e estar no que se faz, como diria o já referido Santo. É necessário primeiro, que todos nós façamos e cumpramos cada um dos nossos deveres cotidianos, por mais chatos ou ingratos que possam parecer. Mas não apenas isso, porque seria tornar o trabalho uma rotina vazia e sem sentido, e é aí que Deus e a sua graça entra: estar no que se faz.
É preciso estar totalmente em cada pequena atividade do dia a dia, colocar-se totalmente com energia e vontade de cumpri-la com perfeição, oferecendo ao próprio Deus essa oportunidade de elevar o trabalho ao nível do sobrenatural. Chegar no trabalho no horário, realizar as nossas atividades com empenho e boa vontade, manter a concentração no que se faz, elevar o ânimo, oferecer ajuda quando o nosso trabalho já está terminado, sorrir quando se quer chorar para fazer o outro mais feliz entre outros atos de amor para consigo mesmo, com o próximo e com o próprio Deus é cumprir com perfeição essas boas obras.
Fazer do nosso ofício uma oração e das nossas ações profissionais, atos feitos na presença do Pai mostrará aos nossos irmãos de trabalho que Deus os quer, que os Ama e que os chama. Isso sim é ser um outro Cristo para aqueles que nos rodeiam. Quando Santa Terezinha do Menino Jesus descobriu que não havia diferença entre fritar um ovo ou orar, colocou tanto empenho e tanta perfeição em cada pequena atitude do cotidiano que aos poucos as outras irmãs do Carmelo começaram e enxergar nela uma verdadeira santa, um outro Cristo.
“Temos que ganhar o céu com os nossos afazeres profissionais” diria São José Maria. Inspirado pela Palavra de Deus que diz “se tiver qualquer defeito não o oferecereis, pois não seria digno Dele”(Lev 22, 20), este santo bem sabia que não teríamos outra chance de encontrarmos a Deus senão pelo trabalho e pela oração. E é lógico, para nosso querido Pai temos que oferecer sempre o melhor, mesmo dentro das nossas limitações, nos preocupando sempre de o fazê-lo com grande perfeição. Uma tarefa cumprida e impecável**, não pode senão gerar paz e tranquilidade na nossa alma.
Por fim peçamos a Deus que nos ensine que é o amor que converte o nosso trabalho em oração, esse mesmo Amor que é o próprio Deus em pessoa. O Espiríto Santo, hóspede da nossa alma, aquele que nos faz filhos de Deus, agente transformador, nos ajude nessa vivífica transformação. Que o nosso trabalho seja sinal visível da presença de Deus no mundo e momento profundo de nosso encontro com Jesus. Assim seja.
“Aquele que não encontra Deus no trabalho e vida ordinária, não encontra Deus em lugar nenhum”. S.José Maria Escrivá.
* Filhos de Deus, Francisco Fernándes-Carvajal, Ed. Quadrante.
** Amigos de Deus, Ed Quadrante.
Silvio L. Medeiros e Karen Fernandes
Fonte: Site Veritatis Splendor via Shalom

INICIATIVA SEXUAL DAS MENINAS SOBRE OS MENINOS: LIBERDADE OU VAZIO?


Três garotas de um caro colégio interno de Chicago, duas ricas e uma pobre, mas todas de famílias desestruturadas, decidem que estão cansadas de ser frágeis e exploradas pelos homens e resolvem forçar os garotos da escola a fazer sexo com elas, ameaçando-os com uma arma. O plano não funciona, elas ficam infelizes, sua amizade se rompe e as coisas começam a sair de controle, como é típico nesse tipo de filme.
O filme em questão é uma produção indy chamada “The Smokers”. Eu o vi faz alguns anos numa locadora e fiquei contente de que alguém ainda pudesse vê-lo, já que a maioria desses filmes tinha quase desaparecido. A história, acho eu, era para ser uma comédia, mas o filme evocava situações reais demais para ser engraçado: sabemos muito bem, afinal, que, ao nosso redor, existem centenas de milhares de jovens mulheres exatamente iguais às três garotas do filme: infelizes, confusas e desesperadas. E não dá para rir de jovens perdidas no escuro.
A busca de poder sexual por parte das meninas só mostrava o quanto elas eram impotentes. As duas que tiveram relações sexuais acabaram mal: uma ficou com uma aparente aversão pelo sexo e com a culpa de ter matado um garoto; a outra levou a culpa pelo assassinato cometido pela primeira. Seus atos sexuais tinham lhes dado pouco prazer e nenhuma alegria. A garota que não faz sexo no filme acaba enxergando o valor de um bom homem que se preocupa com ela; a narração no final sugere que ela se casa com ele e vive feliz para sempre.
Este filme é uma espécie de convite a pensar na virgindade. Poucos dias depois que eu o vi pela primeira vez, “The New York Times” publicou um artigo que elogiava, embora com um quê de ambivalência, as jovens mulheres sexualmente agressivas cujo sofrimento tinha sido exposto pelo filme. “Desde Sadie Hawkins, as adolescentes têm ido atrás e flertado com os meninos. Mas agora elas estão iniciando o contato mais íntimo, às vezes até mesmo o sexo, de uma forma mais agressiva, de acordo com os relatos de muitos psicólogos, editores de revistas e de outros adolescentes”, dizia a matéria do jornal, intitulada “Ela virou uma menina macho”.
Como normalmente acontece com a maioria dessas histórias sobre supostas tendências sociais, é difícil saber se isto é mesmo uma tendência e, caso seja, o quanto ela é significativa e a quais adolescentes ela se aplica. O autor da matéria citava declarações de adolescentes e exemplos da cultura pop, em particular da música, mas os dados estatísticos mencionados mostravam uma diminuição da atividade sexual na adolescência. Alguns dos adultos citados no artigo enxergavam nas jovens mulheres sexualmente expansivas uma expressão de “igualdade e confiança”, um dos maiores “frutos do feminismo”. Eles usavam com chamativa frequência a palavra “empoderamento”. Pessoas como Atoosa Rubenstein, editora da revista CosmoGirl, afirmou: “As mães disseram para as meninas entrarem no conselho estudantil, no time, no trabalho, e aquela mensagem de incentivo às conquistas se transformou em algo que passou a definir a vida inteira delas. E elas aplicaram isso a correr atrás dos garotos também”.
Mas a questão não se limita ao fato de as meninas assediarem os meninos por se sentirem confiantes o suficiente para isso. A questão envolve também o que esses adolescentes fazem em seus encontros. Atoosa Rubenstein responde: “Se é uma busca sexual ou um sintoma de queda, isso é uma coisa que cabe à garota”.
Cabe à garota… A escolha de realizar um ato que deixa consequências profundas e indeléveis do ponto de vista moral, espiritual, emocional, social e, geralmente, físico deve caber a uma criança que não é considerada competente para votar, beber ou decidir se quer ou não quer ir para a escola. Se essa escolha resultar em um bebê, no entanto, ela é considerada competente para matá-lo. Em muitos Estados norte-americanos, ela não pode furar as orelhas sem a permissão dos pais; mas, em quase todos, ela pode ter o ventre aberto e evacuado sem sequer avisá-los.
Cabe à garota… E nós somos induzidos a pensar que isso é uma coisa boa porque “prova” que ela é “confiante” e “empoderada”. O que me parece é que essas crianças são tão agressivas não porque sejam confiantes, mas porque se desesperam. “Temos medo de relacionamentos longos”, diz um adolescente entrevistado. “Os nossos pais estão divorciados e nós nunca vimos um relacionamento longo bem sucedido. As meninas não querem pensar em sexo como uma coisa que tem a ver com amor, porque isso vai fazê-las sofrer. O sexo é só o sinal mais visível que nós sentimos da desconexão”.
Os jovens são ensinados desde cedo que o sexo é inevitável, mas também que, no fim das contas, ele é insatisfatório e leva inevitavelmente ao sofrimento. A primeira lição eles aprendem com a MTV, com os talk shows, com a internet e com revistas adolescentes de sexualidade, do tipo da CosmoGirl. A segunda lição eles aprendem com o divórcio dos pais, com o fim do namoro dos amigos ou deles próprios, com as doenças venéreas e com os abortos.
Eles sentem que, na realidade, não “cabe à garota”. Eles até podem repetir isso, mas não é isso o que eles sentem. É mais fácil e parece mais seguro tentar manter relacionamentos que “não são sérios” ou fingir que se está no controle da relação. Afinal, se não é sério, não vai machucar, pensam os jovens…
“The Times” conta o caso de uma garota de dezoito anos que declarou o seguinte: “Eu acho que o pensamento feminista que é empurrado para cima das meninas desde cedo faz algumas pessoas valorizarem a necessidade de que as meninas dominem diferentes áreas da vida. E as meninas podem achar agora que é importante dominar também no relacionamento sexual. Isso permite que ela tenha mais controle… ‘Eu queria que ele fizesse isso’, em vez de ‘Ele me fez fazer isso’”.
Posso estar errado, mas, na última frase, eu ouço a voz de uma jovem mulher falando em nome das outras e tentando evitar o desespero ao afirmar que é ela quem decide as suas ações, que é ela quem decide o seu destino. Mas repare que ela se mostra passiva mesmo quando alega “ter o controle”: “Eu queria que ele fizesse isso”, em vez de “Eu queria fazer isso”. E observe também que, mesmo ao tentar se dizer no controle, ela diz “mais controle”, o que, neste contexto, parece indicar que ela realmente não tem controle sobre o que o garoto faz. É uma frase que não sugere confiança.
É a expressão de alguém que fez algo que gostaria de não ter feito, mas sente que teve de fazê-lo. É a voz do desespero, familiar a todos nós naquela figura cômica do empregado que grita “Você não pode me demitir! Sou eu que me demito!”, enquanto sai tempestuosamente do escritório do chefe, com um pouquinho do orgulho a salvo apesar de estar arrasado.
Isso não tem nada de cômico na boca de meninas que deveriam ter sido mantidas livres dos perigos e do sofrimento envolvidos na sexualização precoce das revistas adolescentes; que deveriam ter ficado livres da necessidade de se esforçar para ser agressivas; que deveriam ter crescido livres para escolher o que quisessem fazer sem sequer pensar no que os meninos queriam, até encontrarem, um dia, homens que as amassem de verdade, que dessem a vida por elas, que vivessem com elas até que a morte os separasse, a quem elas pudessem oferecer a sua sexualidade livremente e sem medo e com quem pudessem ter e criar os seus filhos.
O curioso é que essas mulheres teriam muito mais controle sobre as suas vidas do que as meninas machos que a “Time” descreveu com aprovação. O que “empodera” de fato uma pessoa é o controle dos próprios apetites, dos próprios instintos e da influência ideológica que os outros (e em especial a mídia) exercem sobre ela. Preservar-se do sofrimento de uma sexualidade vazia e escravizadora é que é algo que realmente “cabe à garota” (e também ao garoto).
David Mills
Fonte: Aleteia

AS SOGRAS SÃO REALMENTE MÁS?

Ai, ai, essa história de sogra é uma graça! Dizem que sogra é ótima… à distância! É verdade? Vamos então pensar em algumas alternativas sobre o conceito de sogra. Ela é a mãe que disputa com a nora o seu filho? É a amigona ou a mulher que pega no pé? Segundo a enciclopédia virtual livre – Wikipédia –, a sogra é vista como um fardo, como destruidora de namoros, noivados e casamentos. Mas por que todos falam dela?
Quando o assunto é sogra, você encontra de tudo: termos pejorativos, piadas etc. Cada crueldade! Deus é mais! E para completar, para cada sogra que dizem ser má há, ao seu lado, sempre um sogro alegre, carinhoso e que acha a nora linda. Coitada das sogras!
Sogra má é um mito ou uma realidade? A tendência de todos nós não é sermos sogros e sogras um dia? De todos os desabafos que já ouvi, este me chamou muito à atenção: “Acredito que essas ‘picuinhas’ entre sogras e noras não passam de imaturidade. Se as duas amam tanto o mesmo homem e querem a felicidade dele, isso não é uma competição, mas um trabalho em grupo. Cada qual tem de entender que ocupam papéis diferentes na vida dele. Ou melhor, na vida de cada uma”. Mas será que esse problema é só com as noras? E os genros?
“A pior sogra era uma turca; a melhor estava morta”. Cheia de preconceito, essa piada demonstra o que muitas noras pensam sobre suas sogras. Podemos expressar, de forma diferente, o que muitas sogras, ao longo da história, acabaram construindo sobre si mesmas. Mas ter uma sogra é ter um esposo. Portanto, para muitas noras o jeito é suportar a sogra má. Considero ser uma das relações mais difíceis a de sogra-nora, sogra-genro. Tão complicada que li uma frase de para-choque de caminhão: “Há duas coisas que matam de repente: vento pelas costas e sogra pela frente”.
Por que, afinal, a sogra é tão desqualificada, seja pelo genro ou pela nora? Segundo a Psicanálise, a mãe é o primeiro objeto de amor de filhos e filhas. Só que essa mãe um dia vira sogra. Consequentemente, ela toma as dores da filha, assim como compete com a nora. Já de acordo com outras abordagens psicológicas, não precisaria ser a mãe este primeiro objeto de amor na vida dos filhos para que esta situação ocorresse. O ambiente se tornaria um possível responsável para que desencontros como esses acontecessem. É no ambiente que encontramos estímulos positivos e negativos, os quais nos afetam e nós também o afetamos.
A presença das pessoas se torna um estímulo e, a depender da função que elas ocupam em nossa vida, podem nos deixar cada vez mais felizes ou não. Quando não, em alguns casos nos adoecem. O que não quer dizer que, no casamento, esse papel de adoecimento seja o da sogra. Sair do jogo será sempre a atitude mais sábia.
Marido não precisa ficar comparando a comida preparada pela esposa com a da sua mãe. Sogra, lembre-se de que a sua nora não roubou filho de ninguém. E filho, mantenha-se sempre neutro e seja justo quando precisar.
Creio já ter chegado o tempo de atribuir um novo sentido a essa história. O mundo mudou, as pessoas mudaram e as sogras também. Se elas não servem para serem sogras, também não servem para criar os netos. Como é isso mesmo? Vamos ser justos com os membros da nossa família. É tempo de viver bem, ainda que seja com a sogra. E a sogra, que viva bem com a nora e com o genro.
Uma relação como essa precisará se tornar adulta para devolver harmonia na convivência familiar. A sogra por sua vez precisará respeitar as escolhas dos filhos, aceitando-as e se comprometendo a ajudá-lo a viver bem com sua esposa e seus filhos. Noras e genros, o compromisso é de igual importância. Precisarão aprender a conviver a partir das suas frustrações e conflitos familiares. Para isso fomos agraciados por Deus com uma porção de inteligência emocional. Em família, o jogo de cintura é muito importante, assim como o perdão e a verdade também. Precisamos nos admirar e falar bem dos nossos, isso sim deverá ser problema de sogra. É preciso manter viva as raízes que geraram bons frutos. Já as que só trouxeram contendas, fofocas e ciúmes, devem ser arrancadas e jogadas fora. Sem decisão não se vive assim. Tem que querer, decidir e praticar as estratégias que as relações familiares se tornarão motivo de alegria e de encontro. E a casa da sogra e das noras será como uma casa de bênção onde o Senhor tem o prazer de entrar e ficar.
Em todo caso, se nada lhe satisfizer no escrito acima, segue uma história para você ler, viver e contar.
“Era uma vez, uma nora, jovem, bonita e muito inteligente. Entediada de tanto ter conflitos com a sogra, a linda jovem desabafou com seu pai sobre a situação que estava enfrentando dentro do ambiente familiar. Seu pai, muito sábio, perguntou: ‘O queres que eu faça para ajudá-la? A moça não pensou duas vezes e respondeu: ‘Mate-a. Por favor, ajude-me a mata-lá’.
O pai, apaixonado pela filha e cheio de compaixão, respondeu que sim. Mas lhe explicou que tudo deveria ser do jeito dele; assim, ele poderia garantir que, em poucos dias, a sogra estaria morta. Então, o pai começou a explicar o passo a passo da destruição da sogra:
‘Filha, todos os dias prepare o café para sua sogra. Com calma. Não desista nunca. Coloque com paciência o pó do café e espere ferver. No outro dia, coloque tudo de novo, mas ofereça o cafezinho já na xícara. Se tiver muito quente, espere esfriar e com paciência sirva a sua sogra.’ Por vezes, a filha ficou sem entender nada.
A sogra estava encantada com tanta delicadeza, não sabia mais o que fazer para também agradar a nora. De repente, a filha reagiu, relatou ao pai que estava fazendo todos os dias o café da sogra e que esta estava bem melhor. E o pai insistia em lhe dizer que não parasse de colocar o café. A sogra ia tomar café até morrer. Quando, para surpresa do pai, a filha disse: ‘Meu pai, pare de matar a minha sogra. Ela está ótima!’. O pai retrucou: ‘Nunca quis matar a sua sogra, muito menos apoiá-la nessa ideia. Aquele pó de café que você colocava, todos os dias, foi se esvaziando de mágoa e tristeza. O veneno da bruxa má (ops… da bruxa má não!) estava vindo de você. Era você quem estava oferecendo a ela o pó da irritação, da intolerância, da mágoa e do ciúme. Sem perceber, você passou a cuidar da sua sogra com paciência e zelo, e hoje já não quer mais matá-la. Então, minha filha, nessa história, mesmo com sogra, o final feliz somos nós que fazemos’.”
Que tal convidar a sua sogra para tomar um cafezinho com você?
Judinara Braz
Fonte: Canção Nova
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